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12 jun, 2018

[Resenha] Frida Kahlo – Jean Luc Cornette e Flore Balthazar

Aquela experiência maravilhosa de leitura em HQ que aprendi a dar valor, meu primeiro contato com essa estrutura de livro não poderia ter sido melhor, conhecer um pouco mais sobre ‘Frida Kahlo’ e tudo que ela viveu foi algo sensacional e inspirador em muitos momentos. Considerada indiretamente um ícone do feminismo a personagem é forte e isso me conquistou logo de cara, espero muito muito que gostem da resenha!

Sinopse: Frida Kahlo, artista genial e mulher livre, recebe em sua casa Leon Trotsky, um dos líderes da revolução russa, forçado ao exílio após a ascensão ao poder de seu adversário Stalin. Até 1940, o político, a bela mexicana e seu marido, o grande pintor Diego Rivera, viverão uma aventura extraordinária, entre paixão e fúria, arte e política, risos e lágrimas. Três destinos que se cruzam para contar quatro anos de uma história que marcou profundamente o século XX.

Kahlo era casada com Rivera há 20 ano, ele pintava muros e tinha várias assistentes, mantinha relações com todas elas, era mulherengo, mais como tinha um relacionamento aberto com Frida então ela não se importava, também tinhas suas relações com homens variados era assim que viviam. O casal era feliz, e preciso confessar que fiquei surpresa com a forma aberta que a HQ foi trabalhada muitas cenas quentes e picantes dos envolvimentos sexuais de Frida.

“Para que preciso de pés, quando tenho asas para voar”

Nossa protagonista era uma mulher inteligente e esperta para sua época, considerada uma artista surrealistas, título que ela desprezava pintava quadros lindos que foram reconhecidos em muitos lugares, após dois acidentes terríveis as complicações com sua saúde se agravaram muito, nem por isso deixou de lutar se mantinha forte em pé, mesmo sentindo dores absurdas todos os dias ela não se via desanimada diante de seus problemas.

Rivera e Kahlo estão aprontando os preparativos para receber Leon Trotsky, um dos lideres da revolução russa que foi forçado a se esconder após seu adversário Stalin assumir o poder, ele chega ao México com a autorização do presidente Cárdenas que oferece asilo para Leon e sua esposa Natalia. Ficaram hospedados na casa do casal, após a chegada  de Trotsky uma sucessão de acontecimentos relacionados a politica e a arte nos distrai durante a leitura, de uma forma divertida e descontraída conhecemos mais dessa estória maravilhosa que me cativou desde do inicio.

Frida se torna reconhecida com pincel e a tela, mais toca o coração de muitos com sua força e coragem para lutar todos os dias, e enfrentar os mais diversos obstáculos, seu marido se tornou se alicerce independente do tipo de relação que escolheram ter, o amor que nutrem um pelo o outo é combustível usado para manter de pé suas vidas e seu casamento.
A HQ foi uma surpresa boa, ter contato com conteúdo tão rico foi uma honra que tive  o prazer de desfrutar, as ilustrações são lindas ricas em cores e a diversidade do México e de uma cultura tão diferente da nossa, espero em breve ter a oportunidade de ler mais obras sobre a vida de Kahlo.
Um grande beijo e até a próxima!
 
HQ • Editora Nemo • 128 Páginas • Classificação: 5/5
Skoob • Compre: AmazonSubmarinoSaraiva
28 maio, 2018

[Resenha] O Clube De Leitura De Jane Austen Karen Joy Fowler

Quando iniciei a leitura desse livro estava muito empolgada com a possibilidade de contato com mais obras de Jane Austen, o livro apresentava um proposta tentadora sobre um clube em que pessoas realizam discussões sobre obras da autora clássica conhecida por todos por seu talento e escrita, algumas coisas durante a leitura não foram exatamente como imaginei então já adianto que o livro não me cativou como o previsto, entretanto é uma leitura válida para embarcar no mundo clássico de Austen, espero que gostem da resenha!

Sinopse: Cinco mulheres e um homem se reúnem para debater as obras de Jane Austen na Califórnia do início dos anos 2000 e acabam descobrindo, entre casamentos frustrados, arranjos sociais e afetivos, que suas vivências não são assim tão diferentes das experimentadas por Emma ou outras personagens da escritora britânica que tão bem descreveu a sociedade de sua época, dois séculos atrás. No livro, que figurou na lista do mais vendidos do The New York Times e deu origem ao filme homônimo estrelado por Kathy Baker e Emily Blunt, a premiada escritora norte-americana Karen Joy Fowler disseca as relações contemporâneas com acuidade, humor e ironia dignos da autora de Orgulho e preconceito e outras obras que continuam fascinando leitores de todas as idades. Uma homenagem a uma das maiores escritoras da língua inglesa e uma deliciosa comédia de costumes dos nossos tempos.

Inicialmente a leitura descreve a formação de um grupo de pessoas, cinco mulheres e um homem que se reúnem para ler e debater as obras de Jane Austen, vagarosamente a autora conta um pouco de cada personagem e suas características mais intimas, narrando um pouco dos dilemas pessoais de cada membro do grupo passamos então a conhecer melhor cada um deles e nos introduzir em suas vidas particulares.
“O Clube De Leitura De Jane Austen” apresenta uma narrativa onde  as experiências vividas pelos personagens são influências das histórias que leram, é interessante ver as semelhanças e o quanto os livros de Jane Austen afetam o cotidiano e vida de todos, as histórias de época criadas pela autora clássica e a atualidade de cada integrante do clube de leitura são muito parecidas.
A autora possui uma escrita leve e de fácil entendimento, o livro pode ser lido com calma o que me deixou satisfeita, como se fosse uma leitura antes de dormir, foi assim que consegui desenvolve-la melhor, sem grandes emoções ou acontecimentos marcantes, mais com uma estrutura muito bem feita Fowler aos poucos mostra sua proposta e a entrega de forma satisfatória ao leitor.
O livro se prende em contar sobre os personagens mais especificamente o passado de cada um deles, o que o torna lento em alguns momentos, não chega ser um ponto negativo mais irá exigir um pouco mais de paciência do leitor. Uma das coisas mais chamativa na obra é quando os membros do clube se reúnem para conversar sobre suas leituras de Jane Austen, acredito que os fãs da escritora irão gostar muito desses momentos. Fiquei mais curiosa ainda em conhecer melhor o trabalho de Austen, li apenas um obra da mesma e sinto que devo ler todas as outras assim que possível.
Gostei da leitura, mais ela não me prendeu como imaginava que seria, não senti atração ou empatia maior por nenhum dos personagens criados pela autora, o ponto crucial no livro em minha opinião é as discussões sobre uma autora clássica conhecida e amada por muitos, fora isso o livro perde seu interesse, poderia ter sido trabalhado de uma forma mais chamativa ao leitor fora o nome e o assunto principal. Acredito que o Clube De Leitura De Jane Austen é mais para que o leitor conheça a escrita da autora e de certa forma se inteirar das obras de Jane Austen.
Um grande beijo e até a próxima!

Romance• Editora Rocco • 320 Páginas • Classificação: 5/5
Skoob • Compre: AmazonSubmarino Saraiva
23 maio, 2018

[Resenha] Coragem Rose McGowan

Acredito que já falei isso aqui no blog mais existem certos livros que nos tocam tão profundamente que chega ser difícil comentar a respeito, a resenha de hoje é sobre esse tipo de leitura que no emociona e nos causa tantos sentimentos que quando concluímos até respirar fica complicado, senti isso e muitas outras coisas lendo a obra de Rose McGowan.

Sinopse: ROSE McGOWAN nasceu em um culto e o trocou por outro, mais visível: Hollywood.Rose McGowan se tornou uma das atrizes mais desejadas de Hollywood da noite para o dia quando foi “descoberta” nas ruas de Los Angeles. O estrelato logo se tornou um pesadelo de exposição constante e sexualização. Todos os detalhes de sua vida pessoal se tornaram públicos, e as realidades de uma indústria inerentemente machista emergiam a cada roteiro, papel, aparição pública e capa de revista.Hollywood esperava que Rose ficasse quieta e cooperasse. Em vez disso, ela se rebelou e impôs sua verdadeira identidade e voz.

“Coragem” é uma autobiografia onde a autora trabalhou sua vida de forma diferenciada, ela usou todos os acontecimentos mais traumáticos que viveu como um modelo e exemplo do que não devemos fazer e pensar, como uma especie de alerta a escrita da autora no leva para um caminho de reflexão sobre algumas circunstâncias em que vivemos atualmente, uma delas é a manipulação através de industrias como a do cinema. O livro tem como foco e  funciona como um meio de denúncia a abusos contra mulheres de diferentes classes sociais.

Rose McGowan nem sempre teve esse nome, cresceu em uma comunidade chamada Meninos De Deus, onde diferente do que o nome sugere era praticado coisas muito contrárias do que Deus supostamente aprova, manipulada pelo pai ela e seus irmãos tiveram um infância extremamente difícil, dolorosa, abusada de todas as formas possíveis viu sua família se desestruturar cada vez mais, quando seu pai saiu da comunidade de hippies onde coisas terríveis eram feitas com mulheres e crianças, a menina  viu sua mãe sendo abandonada por ele, ao sair da comunidade o pai de Rose já tinha uma nova esposa nessa época ele ainda era lúcido maltratava os filhos mais tinha um pouco de sanidade ainda.

Nesse etapa da leitura já percebemos em que condições se deu a criação da autora, e como já desde de muito nova ela foi submetida aos desejos de homens que estavam presentes em sua vida, o primeiro homem a trata-la como submissa e inferior por ser mulher foi seu próprio pai. Rose teve muitas fazes, chegou a morar nas ruas e passar fome entre tantas outras coisas, depois de um tempo nas ruas teve ajuda de uma tia e logo após voltou a morar com seu pai. Antes disso teve uma pequena experiência com a mãe e tudo estava indo bem até que ela se casou com um homem agressivo que molestava as próprias filhas e batia em Rose sempre que podia, sua experiência com a mãe não poderia ter sido pior.

Rose teve um namorado, seu primeiro namorado, o tempo que passaram juntos foi entre tantas outras coisas devastador para ela, ele era usuário de drogas, violento, e ela se viu presa em um relacionamento fadado a tragédias, foi uma luta dura sair daquela situação. Nesse mesmo período ela desenvolveu uma antipatia pelo próprio corpo se tornando anorexa.

A autobiografia escrita por McGowan relata muito mais do que mencionei aqui fiz um breve resumo de como inicio a vida dessa mulher que hoje é mais conhecida pelo seu trabalho como atriz, trabalho esse que gerou novos desafios e infelizmente abusos, na industria do cinema ela relata toda a sujeira por traz das câmeras as quais estamos tão condicionados, as vezes não percebemos os males que existem em determinadas coisas porque estamos tão condicionados aquilo que nossa visão se fecha diante de tanta coisa errada. Esse livro é um tipo de alerta, através dele é possível ver a verdade da sociedade em que vivemos.

A escrita da autora é uma escrita dura, cheia de sofrimento, amargura e raiva, segundo uma entrevista que ela realizou esta preparando sua vingança como mulher há 20 anos e Coragem é a maior delas umas das mais sensatas que ela poderia ter realizado. O livro nos proporciona um misto de sensações e sentimentos que vão da empatia pela história de vida contada até a raiva e revolta por saber que essas coisas acontecem o tempo todo e poucas pessoas fazem algo a respeito, e por falar nisso uma das coisas mais lindas que essa mulher conquistou de mim como leitora foi respeito.

Coragem é um livro forte, escrito de uma forma crua e sincera que merece ser lido por quantas pessoas for possível.
Auto Biografia • Editora Harper Collins• 288 Páginas • Classificação: 5/5
Skoob • Compre: AmazonSubmarino Saraiva
19 maio, 2018

[Resenha] Léxico Familiar Natalia Ginzburg

Conhecer a escrita da autora através dessa obra foi um experiência muito diferente da que imaginei, em sua narrativa Natalia abre as portas de sua vida, e nos apresenta um pouco de sua família, como todas as famílias a dela possui algumas características muitos vivas e intrigantes, foi um surpresa ler este livro.

Sinopse: O romance narra a infância e juventude da escritora, dramaturga, ensaísta e ativista política italiana Natalia Ginzburg (1916-1991). As memórias de sua convivência em uma família burguesa, letrada e judia, em meio ao fascismo e à Segunda Guerra Mundial, são narradas em estilo minimalista. Caçula de cinco irmãos, a menina recria o passado lembrando das frases repetidas em família.

 
“Léxico Família” é uma obra onde Natalia, escritora italiana conta um pouco sobre sua família judaica e antifascista, conhecemos um pouco das características mais marcantes de seus familiares e ela começa descrevendo um pouco sobre seu pai, um homem de personalidade forte, meio arrogante e duro com as palavras, ele se relacionava com os filhos de uma forma muito fria pelos relatos feitos na leitura, se comunicava através de ofensas e seus maiores alvos era sua própria família.
O irmão mais velho de Natalia era uma rapaz inteligente, um dos favoritos do pai, para não dizer o único, entretanto não era mimado nem tinha regalias, pelo contrário quando o jovem tirava uma nota boa como um dez por exemplo, o pai lhe dizia que poderia ter sido feito melhor. A autora desenrola sua obra sempre dando enfase em frases e expressões que para ela sua família são cheias de significados.

“Poderia ter tirado um dez com louvor”

A avó da jovem também era uma senhora de difícil convivência, possui suas crenças e orava em uma língua que nem mesmo ela compreendia,  tinha horror a qualquer tipo de animal principalmente gatos dizia que podia lhe transmitir doenças terríveis, possuía um hábito um tanto racista como o pai de Natalia. Já a mãe que era a responsável por essa família era um mulher dócil e até mesmo ingênua em alguns pontos, deixava se influenciar. Neste momento da leitura é fácil notar comportamentos que evidenciam a submissão das mulheres aos homens, marido, pai ou até mesmo irmão.
A leitura foi uma verdadeira surpresa, com um escrita simples e de fácil entendimento a autora descreve sua família, sua rotina, suas crenças entre outras coisas muito intimas que ao meu ver se tornam difíceis de expor como ela fez. O período vivido pela família da autora é uma travessia pela segunda guerra mundial o que torna o livro ainda mais especial, a autora também comenta sobre pessoas ilustres daquela época, membros da resistência italiana.

“Nesta obra a lembrança se desenrola seguindo os fios da linguagem, contendo na fala termos e acentos que, sendo de todos, são no entanto particulares, identificam uma dimensão e a circunscrevem: é esta, talvez, a causa do grande fascínio promanado, ainda hoje, de ‘Léxico familiar’, ou seja, a capacidade de reconstruir um mundo perdido sobretudo graças à memória das palavras que nele habitavam e que ninguém fora dele poderia entender plenamente senão tendo à mão esta gramática sentimental, cuja linguagem é própria, pois comum, e se torna comum a partir do ‘dialeto’ compartilhado entre os membros da família. (…) E o texto se torna, assim, uma partitura, sinfonia de vozes e notas, de frases repetidas e de versos esmigalhados, reduzidos à pura alusão fônica.” – Posfácio de Ettore Finazzi-Agrò – “O bordado da memória” (Pág. 243)

O livro é marcado por uma época de desordem onde através da escrita de Natalia conhecemos o cotidiano mais intimo e profundo em que ela e as pessoas que amava viveram. O foco da autora mesmo sua família sendo judia nunca foi a religião e sim contar a nós como eles eram, o que faziam, como agiam essas coisas mais banais que no fundo são as que mais importam.
Mencionado no inicio do livro, é fácil para o leitor substituir acontecimentos com os de sua própria família, para mim uma coincidência incrível foi o nome de uma das irmãs Paola, tendo minha irmã mais velha chamada Paola foi uma surpresa, mais imaginei a ligação, sendo descendente de siciliano os nomes poderiam se cruzar a diferença é que minha irmã não possui o temperamento e jeito da Paola de léxico, pelo contrario é tímida que só.
Adorei ter a oportunidade de conhecer a obra, meu primeiro contato com a escrita e trabalho da autora e fiquei encantada, espero que tenham gostado um grande beijo e até a próxima!

Auto Biografia • Editora Companhia das letras • 240 Páginas • Classificação: 5/5
Skoob • Compre: Amazon • Submarino • Saraiva
08 maio, 2018

[Resenha] O Diário De Anne Frank Por Otto H. Frank e Mirjam Pressler

Quando inicie a releitura de uma das obras literárias mais conhecidas no mundo sabia que iria me emocionar novamente, ler os relatos de uma jovem que sofreu os  horrores de uma guerra que ficou conhecida pela morte de muitos inocentes despertou em mim um sentimento a muito tempo não vivido algo a se considerar diante de tudo que guerra tirou dessas pessoas. Um livro memorável e que decide reler depois de três anos pois senti que precisar me atentar a mais detalhes dessa estória.

Sinopse: O depoimento da pequena Anne Frank, morta pelos nazistas após passar anos escondida no sótão de uma casa em Amsterdã, ainda hoje emociona leitores no mundo inteiro. Seu diário narra os sentimentos, medos e pequenas alegrias de uma menina judia que, com sua família, lutou em vão para sobreviver ao Holocausto. Lançado em 1947, O diário de Anne Frank tornou-se um dos maiores sucessos editoriais de todos os tempos. Um livro tocante e importante que conta às novas gerações os horrores da perseguição aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Agora, seis décadas após ter sido escrito, este relato finalmente é publicado na íntegra, com um caderno de fotos e o resgate de trechos que permaneciam inéditos. Uma nova edição que aprofunda e aumenta nossa compreensão da vida e da personalidade dessa menina que se transformou em um dos grandes símbolos da luta contra a opressão e a injustiça. E consagra O diário de Anne Frank como um dos livros de maior importância do século XX. Uma obra que deve ser lida por todos, para evitar que atrocidades parecidas voltem a acontecer neste mundo.

O Diário De Anne Frank é um relato da própria Anne sobre tudo que ela e sua família passaram durante a guerra, e como o nazismo tirou tudo que essa jovem tinha e poderia ter um dia, seus pais e parentes são judeus o que os tornavam alvos principais durante a segunda guerra mundial, assim como diversas outras famílias eles lutaram por sobrevivência durantes aqueles tempos difíceis. Anne é conhecida por ter um personalidade forte como toda garota da sua idade sofria com as mudanças em sua vida quando tudo aconteceu, uma carta chegou até sua irmã e tudo se transformou da noite para dia quando se deram conta Anne e sua família estavam vivendo escondidos em um lugar pequeno dividido com outros judeus para se protegerem dos campos de concentração.
A partir desse momento a jovem relatou tudo em seu diário, todas a dificuldades encontradas por ela e pelas pessoas que amavam, as primeiras surgiram depois de algum tempo convivendo em um local fechado com outras pessoas, isso foi se tornando cada vez mais instável, todos com medo, com poucos recursos, fazendo o que podiam para se manterem firmes e vivos. A jovem Anne foi tão sincera em sua escrita sobre sua terrível experiência que a obra se tornou algo muito importante para história desse povo marcado pelo preconceito e descriminação doentia.
O livro é exatamente como o nome sugere um diário ou seja teremos uma estória vivida pela própria escritora, muitas pessoas falam sobre a verdade contada  nesse livro, alguns a destorceram conforme os anos o que se tornou uma grande polêmica ainda comentada nos dias de hoje, a leitura começa de uma forma bem simples e com a inocência de uma criança ainda, aos poucos as situações contadas se tornam seriamente preocupantes e tristes, ainda assim conseguimos perceber o quanto Anne é uma jovem sonhadora e cheia de esperança.
O local onde ficaram escondidos por um longo período foi apelidado de anexo, quando a guerra parece estar terminando o local foi descoberto, denunciados todos foram presos até o ano 1944, Anne Frank tinha apenas 15 anos quando foi enviado para Auschwitz um dos campos de concentração mais famosos, relatos de pessoas que viveram na época era de que quem iria para este campo não voltava vivo. Em Março de 1945 a jovem Anne faleceu.
Otto Frank um dos responsáveis pela publicação da obra e pai de Anne foi o único da família que sobreviveu, a primeira edição publicada do diário de Anne foi em 1947, e somente 1950 na Alemanha. Otto faleceu em 1980 na suíça ele tinha 91 anos. O livro me emocionou muito de fato é uma leitura difícil de se realizar mais importante ao mesmo tempo, no inicio do livro é interessante saber como Anne se sentia, como ela vivia e toda a esperança nela acesa como uma chama.
Memórias Biografia| 352 Páginas Editora Record|Compare & Compre: SubmarinoSaraivaAmazon| Classificação: 5/5| Skoob
07 maio, 2018

[Resenha] Para Todos Os Garotos Que Já Amei – Jenny Han

Sempre tive um sensação muito boa sobre este livro, a autora já é muito conhecida e eu estava cada vez mais curiosa para conhecer seu trabalho, foi então que entendi o motivo de gostarem tanto da escrita de Jenny Han, Para todos os garotos que já amei me conquistou de uma forma cativante e me empolguei demais com as possibilidades da história, espero muito que gostem!

Sinopse:  Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa azul-petróleo que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. Uma para cada garoto que amou — cinco ao todo. São cartas sinceras, sem joguinhos nem fingimentos, repletas de coisas que Lara Jean não diria a ninguém, confissões de seus sentimentos mais profundos. Até que um dia essas cartas secretas são misteriosamente enviadas aos destinatários, e de uma hora para outra a vida amorosa de Lara Jean sai do papel e se transforma em algo que ela não pode mais controlar.

Lara Jean é a filha do meio e possui uma relação de amizade e parceria com suas irmãs, Margot é a mais velha é a que cuida da família de uma forma especial e com a responsabilidade que assumiu quando a mãe morreu, sempre muito correta e com muita coragem Margot enfrentou todos os desafios para ajudar seu pai a criar suas irmãs e para manter a organização da casa. Kitty é a irmã mais nova, porém as vezes parece ser a mais sábia das três em muitas questões, muito determinada Kitty possui uma característica muito forte quando se trata de conseguir o que quer.

“Para que uma coisa dê errado de um jeito tão colossal e horrível, tudo precisa acontecer na ordem certa e no momento certo, ou, nesse caso, no momento errado.”

As meninas tiveram que amadurecer de forma muito rápida desde da morte da mãe, para ajudar o pai que é médico e possui uma rotina muito corrida elas se organizam e seguem a liderança de Margot, entretanto ela está indo para faculdade o que significa que Lara a jovem tímida e recatada terá que assumir algumas responsabilidades que sua irmã irá deixar para trás.

“Quando uma pessoa fica longe muito tempo, você começa a guardar na memória todas as cosias que quer contar. Tenta manter tudo organizado na cabeça. Mas é como tentar segurar um punhado de areia: os grãos mais finos escapam da mão, e, de repente, você só está segurando ar e brita. É por isso que não se pode tentar guardar tudo assim.”

Nossa protagonista é uma jovem sonhadora e escritora também possui um hábito peculiar, escreve cartas para garotos que já amou e as guarda em um lugar muito especial, uma romântica como muitas de sua idade Lara é delicada e muito amiga junto de suas irmãs elas forma um trio perfeito apelidado carinhosamente de as irmãs Song.
Quando as cartas secretas de Lara começam a ser enviadas misteriosamente sua vida vira de ponta cabeça, sua irmã mais velha já esta longe, estudando em outro país, sua amiga mais próxima é meio problemática o que obriga Jean a enfrentar todas as consequências a seguir sozinha. Uma delas é fingir um namoro com um doa caras mais conhecidos da escola.
A leitura é entre tantas outras coisas encantadora, um livro cativante que me remeteu a minha própria adolescência e as enrascadas em que eu me metia com facilidade assim como Lara Jean, as personagens criadas neste livro são muito familiares para mim, sou a irmã do meio, minha irmã mais nova tem muitas das características de Kitty e minha irmã mais velha é uma Margot por completa, o que mais me conquistou foi essa semelhança, parecia que estava embarcando em minha própria jornada foi fascinante.

– Você só gosta de caras com quem não tem chances, porque tem medo. Do que você tem tanto medo?– Não tenho medo de nada. -Até parece. Você prefere criar uma versão idealizada de alguém na sua mente a ficar com a pessoa.”

Jenny Han ganhou mais uma fã, como era de se esperar gostei muito do livro e da escrita da autora que foi feita de uma forma leve, criativa e com personalidade, principalmente ao criar personagens e acontecimentos tão autênticos e relacionados com a vida real, afinal muitas meninas já escreveram cartas para seus namoradinhos da escola, isso é coisa típica da minha época, onde não existia celular ou computador com tanta facilidade como hoje, uma coisa romântica de se fazer nessa idade vivida por tantas jovens. Foi uma experiência maravilhosa conhecer este primeiro livro, e estou muito curiosa pelo próximo qual será o destino que a autora preparou para Lara e Peter? Estou torcendo pelo envolvimento definitivo desses dois com toda certeza.
Espero muito que vocês tenham gostado, um grande beijo e até a próxima.

Romance| 320 Páginas Editora Intríseca|Compare & Compre: SubmarinoSaraivaAmazon| Classificação: 5/5| Skoob
30 abr, 2018

[Resenha] Por Que Fazemos O Que Fazemos? Mário Sérgio Cortella

Sempre quis conhecer melhor o trabalho do autor Mario Sérgio Cortella, foi uma experiência motivadora ter a oportunidade de ler uma de suas obras, confesso que fiquei ansiosa por dias para chegada do livro, espero que gostem e se tornem admiradores como eu da escrita e conhecimento desse filósofo. 

Sinopse: Bateu aquela preguiça de ir para o escritório na segunda-feira? A falta de tempo virou uma constante? A rotina está tirando o prazer no dia a dia? Anda em dúvida sobre qual é o real objetivo de sua vida? O filósofo e escritor Mario Sergio Cortella desvenda em Por que fazemos o que fazemos? as principais preocupações com relação ao trabalho. Dividido em vinte capítulos, ele aborda questões como a importância de ter uma vida com propósito, a motivação em tempos difíceis, os valores e a lealdade – a si e ao seu emprego.O livro é um verdadeiro manual para todo mundo que tem uma carreira mas vive se questionando sobre o presente e o futuro. Recheado de ensinamentos como “Paciência na turbulência, sabedoria na travessia”, é uma obra fundamental para quem sonha com realização profissional sem abrir mão da vida pessoal.Por que fazemos o que fazemos apresenta uma proposta de reflexão sobre o ser humano e suas atitudes no trabalho e em sua vida pessoal, o autor propõem um pensamento critico sobre muitos aspectos que enfrentamos em nosso dia a dia e que faz toda a diferença para nossa felicidade e realização.

Citando pensadores como Karl Marx o autor nos direciona por toda a obra em questões que temos dificuldade em resolver como por exemplo o descontentamento com nosso trabalho, com o que fazemos e o porque fazemos determinada atividade, para que fim realizamos tais coisas, ou seja perceber qual o motivo praticarmos determinada atividade ou situação. O objetivo de Cortella é fazer com que raciocinamos onde queremos chegar, o que estamos fazendo para se chegar nesse determinado lugar ou conquistar tal posição em nossas vidas.
O autor também preparou algumas lições sobre como lidar com nossas aflições, contou sobre como todo ser humano tem medo de certas coisas da mesma forma, e como é possível lidar com tudo isso nos fazendo refletir, a leitura é basicamente a mais pura reflexão sobre quem você é, seu estado atual e quem você desejar ser e seu estado final. Uma das coisas mais ricas na abordagem do autor é a forma como ele apresenta as situações de uma maneira que o leitor se vê em um espelho como se o que ele lê é o que sente e vivência.
Estou muito ansiosa pelas próximas oportunidades de ler mais obras publicadas por Cortella, espero que tenha gostado um grande beijo e até a próxima!.
Empreendedorismo| 176 Páginas Editora Planeta|Compare & Compre: SubmarinoSaraivaAmazon| Classificação: 5/5| Skoob
25 abr, 2018

[Resenha] Paris Do Oriente Belinda Alexandra

“Paris Do Oriente” foi um livro emocionante e muito motivador ao mesmo tempo, uma leitura sobre amor, perseverança e resistência, foi um imenso prazer conhecer a escrita de Belinda e ter a oportunidade de ler sua obra.

Sinopse: Em um bairoo da cidade chinesa de Harbin, um refugio para famílias russas que fugiram da Revolução Comunista, Alina Koslova tem que tomar uma decisão importantíssima se quiser que sua unica filha, Anya, sobreviva. São os últimos dias da Segunda Guerra Mundial e a situação da cidade é tensa. Mãe e filha se veem tragicamente separadas: Anya com apenas 13 anos, vai para Xangai, enquanto Alina é levada de volta para a Rússia.Para Anya o que poderia ser a salvação acaba se tornando o início de uma montanha-russa de descobertas, emoções, tragédias e mudanças intensas, quase inacreditáveis. Entre alegrias, tristezas, uma paixão avassaladora, fugas e recomeços, a única coisa que não muda em Anya ao longo dos anos é a certeza de que um dia ela e sua mãe vão se reencontrar.Paris do oriente é uma saga rica sobre as transformações do mundo no século XX e uma celebração do amor e da esperança, sobre a incerteza e a distância. Apaixone-se por este livro comovente e poderoso!

Alina e sua Filha Anya são russas mais vivem com o marido em em uma cidade chinesa chamada Harbin, estão ali á procura de dias melhores e uma vida melhor, recomeçar era a intenção dessa família ja que guerra já os havia feito sofrer muito. Quando Alina soube do acidente envolvendo seu marido e consequentemente o levando a morte já sabia que teria que enfrentar muitas dificuldades e também teria que proteger sua filha que tinha apenas 13 anos na época.
Durante a segunda guerra mundial, Alina se vê obrigada a hospedar um general que soube da morte de seu marido e portanto a casa estaria apenas com mãe e filha, ele viu ali uma oportunidade unica e mesmo sabendo dos riscos Alina não pode dizer não ao general, era isso ou a vida dela e de sua filha. Com o passar do tempo elas se acostumaram com a presença daquele homem estranho a questão é que só o fato dele estar ali colocava as duas em perigo diante dos inimigos que este homem possuía.
No final da guerra o general que Alina hospedava fugiu deixando uma lembrança muito intima a ela e sua filha, foi então que os inimigos chegaram até as duas acusando as de hospedar um rival, mãe e filha são separadas como punição pelo ato, Anya é levada para uma estação de trem onde amigos da família dela já estavam apostos para salva-las de um destino cruel, a jovem é levada para Xangai e tem a oportunidade de ser criada por uma família nobre e de recursos.
A leitura nos revela um pouco sobre a guerra e como isso afetou diversas pessoas pelo mundo, nos relata a luta de uma filha e uma mãe que desejam muito estarem juntas novamente, uma história de motivação, amor e perseverança é o que autora preparou em sua escrita, uma das coisas mais belas sobre os personagens é a resistência e esperança de um dia estarem juntas de novo.
Romance| 446 Páginas Editora Fundamento|Compare & Compre: SubmarinoSaraivaAmazon| Classificação: 4/5| Skoob
22 abr, 2018

Resenha Boneco De Neve – Jo Nesbo

“Boneco De Neve” é o sétimo suspense que compõe a série em que Harry Hole faz o protagonista, uma obra escrita com requinte, com uma narrativa que desperta na leitura algumas sensações e sentimentos diferenciados, meu primeiro contato com o trabalho de Nesbo foi revelador com um enredo onde vemos a perspectiva clara do personagem principal de uma forma incrível.

Sinopse: Considerado seu livro mais ambicioso pelo jornal inglês The Guardian e comparado a Silêncio dos Inocentes, de Thomas Harris, pelo The Times, Boneco de neve é o seu livro mais arrepiante.No dia da primeira neve do ano, na fria cidade de Oslo, o inspetor Harry Hole se depara com um psicopata cruel, que cria suas próprias regras; O terror se espalha pela cidade, pois um boneco de neve no jardim pode ser um aviso de que haverá uma próxima vítima. No caso mais desafiador da sua carreira, Hole se envolve em uma trama complexa e mortal, com final surpreendente.

Como não li as outras obras do autor me senti um pouco perdida em alguns momentos durante minha leitura, mais isso fica menos difícil conforme o desenrolar da trama, o livro pode ser compreendido de forma independente sem problemas.
 

“Quando cai a primeira neve, elas são assassinadas”

Harry é um investigador extremamente habilidoso mais tem muitos problemas com bebidas o que torna sua confiança vulnerável, sua família esta distante, sua vida pessoal está indo para um caminho de solidão mais ele tem o trabalho, é viciado no que faz e o faz bem.
Quando cai a primeira neve do ano em Oslo, um misterioso e cruel assassino reaparece as vítimas desse homem são marcadas com algo muito singular um boneco de neve em seus quintais ou jardins, seus alvos sempre são mulheres casadas e com filhos, o assassino não age por acaso e também não foi ao acaso que o investigador Harry Hole entrou nos casos que o envolvem, nada na obra de Jo Nesbo é por acaso isso o leitor pode apostar.
A edição do livro é linda, adorei a forma que deixaram a capa, simples mais com esse toque de cor que não é branco nem azul, ficou incrível nas fotos, o livro por dentro é muito bem distribuído a diagramação também é ótima o que faz diferença em minha opinião. A ilustração de capa também teve tudo a ver com a trama.O livro foi escrito de forma envolvente, conquista o leitor com o suspense e narrativa que surpreende em muitos quesitos, a criação de personagens fortes e marcantes foi memorável na leitura, uma das coisas que mais apreciei no trabalho desenvolvido pelo autor.

Para quem gosta de leituras do gênero como eu, não pode deixar de ler a obra, que foi escrita de forma viciante, Nesbo espalha as pistas pelos capítulos do livro o que traz a atenção do leitor em cada acontecimento.

Espero muito que vocês gostem! Um grande beijo e até a próxima!
Ficção| 420 Páginas Editora Record|Compare & Compre: SubmarinoSaraivaAmazon| Classificação: 4/5| Skoob
31 mar, 2018

Resenha – O Homem De Lata Sarah Winman

A leitura que hoje vou resenhar, foi entre tantas outras coisas difícil, mais também de certo modo reveladora, um livro escrito com uma das coisas mais importantes que podemos prezar hoje em dia a empatia, espero que gostem!

Sinopse: Em 1963, Ellis e Michael eram dois garotos de doze anos que se tornaram grandes amigos. Durante muito tempo, sempre foram apenas os dois, andando pelas ruas de Oxford, um ensinando ao outro coisas como nadar, descobrir autores e livros e a esquivar-se dos punhos de seus pais dominadores. Até que um dia algo muito maior que uma grande amizade cresce entre eles. Mas então, avançamos cerca de uma década nesta história e encontramos Ellis, agora casado com Annie, e Michael não está mais por perto. O que leva à pergunta: o que aconteceu nos anos que se seguiram? Esta é quase uma história de amor. Mas seria muito simples defini-la assim.

“O Homem De Lata” conta para nós leitores a história de vida de Ellis e Michael que se tornaram grandes amigos ainda na infância, através de suas memórias e as dos personagens que compõe esse livro embarcamos em uma narrativa complexa, mais que também tem seus lados positivos. No inicio da leitura conhecemos um pedacinho da vida de Judd a mãe de Ellis, ela esta em um bingo com seu marido Len e acaba sendo sorteada, seu prêmio era sinônimo de uma escolha, a de mudanças em sua vida naquele momento.
Ellis já é um homem formado e esta enfrentando uma fase muito dolorosa, é difícil para o leitor acompanhar tanta angustia e sofrimento vivida por esse personagem sua vida está uma desordem e seu sofrimento deixa a narrativa melancólica e complexa. Entretanto a autora nos proporcionar conhecer cada pedaço da vida deste homem para que possamos compreender sua trajetória, quando pequeno sofreu com a perca da mãe e com um pai agressivo, o que amenizou sua dor foi ter por perto Michael.
“E você meu amigo galvanizado, quer um coração. Você não sabe o quão sortudo é por não ter um. Corações nunca serão práticos enquanto não forem feitos para não se partirem…”- O Mágico de Oz
Quando conhecemos a estória de Michael e suas atitudes nos encantamos de imediato com o personagem, ele se tornou meu favorito durante a leitura, e conhece-lo foi o melhor presente que a autora poderia ter nos dado nessa narrativa. É fato que nunca tive contato com uma obra escrita da maneira como foi, em alguns momentos me sentia muito triste e desanimada com Ellis que se tornou um homem frágil e sossegado em questões importantes de sua vida, mais percebi o lado positivo da história dele com Michael, um sentimento tão forte e puro que desperta em nós enquanto espectadores a empatia.

Meu primeiro contato com o trabalho de Sarah Winman foi no minimo diferente e raro, gostei muito do livro de forma geral e acredito que o lado negativo da escrita pode ser facilmente esquecido quando se comparado a magnitude do que ela se propôs a passar.

Espero que tenham gostado da resenha, um grande beijo e até a próxima!
Romance| 160 Páginas Faro Editorial|Compare & Compre: SubmarinoSaraivaAmazon| Classificação: 4/5| Skoob