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19 mar, 2018

Resenha-O Conto Da Aia-Margaret Atwood

Um dos livros mais aguardados por mim como leitora foi o da resenha de hoje, tive a honra de conhecer o trabalho maravilhoso de Atwood e sua escrita que veio conquistando tantos corações em 2017, quando iniciei a leitura do “Conto Da Aia” estava em um período muito difícil e não consegui concluir a leitura antes da virada do ano, enfim venho contar para vocês minha experiência lendo esta obra, espero que gostem!

Sinopse: Escrito em 1985, o romance distópico O conto da aia, da canadense Margaret Atwood, tornou-se um dos livros mais comentados em todo o mundo nos últimos meses, voltando a ocupar posição de destaque nas listas do mais vendidos em diversos países. Além de ter inspirado a série homônima (The Handmaid’s Tale, no original) produzida pelo canal de streaming Hulu, o a ficção futurista de Atwood, ambientada num Estado teocrático e totalitário em que as mulheres são vítimas preferenciais de opressão, tornando-se propriedade do governo, e o fundamentalismo se fortalece como força política, ganhou status de oráculo dos EUA da era Trump. Em meio a todo este burburinho, O conto da aia volta às prateleiras com nova capa, assinada pelo artista Laurindo Feliciano.

“O Conto Da Aia” apresenta um ficção escrita de forma conquistadora onde após a guerra é criado uma nova sociedade em um lugar chamado Gilead conhecido como antigo Estados Unidos, nessa nova sociedade são impostas regras e leis de convívio altamente cumpridas pelos moradores do local, esses que por sua vez foram divididos, a mulheres foram classificadas como Esposas, essas são mulheres dos comandantes locais, temos as Marthas que ficaram responsáveis pela limpeza e organização das casas das Esposas, as Econoesposas que são esposas econômicas de homens sem patente que faziam todo o trabalho reservado a elas, conhecemos as Tias, mulheres severas que se responsabilizaram pelo treinamento e controle absoluto das Aias, as Aias eram mulheres que ainda tinham fertilidade e foram destinadas a reprodução local.
“Somos úteros de duas pernas, isso é tudo: receptáculos sagrados, cálices ambulantes”
Offred agora é uma aia destinada a servir em casas de família onde as mulheres não podem mais ter filhos, esse não é seu verdadeiro nome, as aias eram renomeadas, elas não tinham permissão de usar seus nomes verdadeiros, não tinha permissão de se cuidarem como mulheres, usavam um traje específico destinado a sua função e todos sabiam o que elas eram, um regime duro e cruel mais que deveria ser seguido caso ainda quisesse viver, nossa protagonista perdeu tudo que tinha sua família foi separada, tiraram lhe sua filha e afastaram seu único e verdadeiro amor.

“Um rato em um labirinto é livre para ir onde quiser, desde que permaneça nesse labirinto.”
Em Gilead as coisas tinham um jeito próprio de caminhar, as mulheres não tinham mais seus empregos, muito menos seus salários essas coisas foram as primeiras a serem tiradas, depois lhe roubaram a dignidade e liberdade de andar com cabeça erguida, de ter opinião, do livre arbítrio, elas não tinham o poder da escolha, muito menos da decisão, suas vidas foram destruídas e no lugar colocaram uma unica lei, elas agora pertenciam ao governo e seriam usadas da maneira como o Homem achasse necessário.

A leitura é extremamente delicada e te exige atenção extrema aos acontecimentos e passagens narrados pela protagonista, de forma muito detalhista a autora nos introduz no mundo de Offred e nos faz viver intensamente aquele regime, por horas fiquei refletindo sobre todos aspectos sociais que o livro abordou e a forma como tudo se desenrolou.

Toda a opressão vivida pelas mulheres da história de Margaret nos causa revolta e agonia, é angustiante ver as personagens aceitando de forma convicta sua nova condição de vida, imposta por uma sociedade machista e cruel. O livro te absorve aos poucos e quando você percebe acabou,  foi duro aceitar aquele final, não me conformei mais era a ideia da própria escritora então precisei lidar com isso.

Espero que tenham gostado, um grande beijo e até a próxima!

Ficção| 368 Páginas Editora Rocco|Compare & Compre: SubmarinoSaraivaAmazon| Classificação: 5/5| Skoob
26 fev, 2018

Resenha A Rainha Domada Philippa Gregory

‘Catarina Parr’ esta viúva de seu segundo marido, e recebe um pedido de casamento inusitado do rei Henrique VIII, a jovem que viveu no campo metade da vida é apaixonada por ”Thomas Seymour’ ele é irmão de uma das ex esposas dos rei e serve a Henrique como todos na corte, o casal nutre uma paixão as escondidas até que Cat recebe um pedido de casamento do rei e mesmo sabendo de todos os perigos que irá enfrentar ela aceita, afinal ninguém diz não ao rei.
Sinopse: Da dama do romance histórico, uma trama de disputas, intrigas, paixão e traição na Era Tudor. No verão de 1543, a Inglaterra celebra a ascensão de uma nova rainha. Depois de se tornar viúva de seu segundo marido, Catarina Parr recebe com hesitação o pedido de casamento do rei Henrique VIII. Contudo, ela sabe que não tem escolha e se vê obrigada a abandonar seus planos de finalmente se casar por amor para subir ao trono. Catarina não tem dúvidas do perigo que está prestes a enfrentar afinal, vai se casar com um rei que matou duas de suas ex-esposas. Mas Henrique a adora, e ela aos poucos conquista sua confiança. Porém, uma conspiração faz com que a ira do rei se volte contra ela, e a punição para heresia e traição é a morte.
“A Rainha Domada” é o sétimo livro da série Tudor, ‘Philippa Gregory’ é autora de mais de doze obras incluindo ‘A Irmã De Ana Bolena’ que foi adaptado para cinemas com o título ‘A Outra’, também escreveu ‘A Rainha Branca’ que ganhou uma adaptação para séries de TV, e a série Guerra Dos Primos que confesso estar louca para ler também, não preciso dizer que a autora já me conquistou com seu talento em nos proporcionar um romance histórico tão rico e empolgante.
Henrique VIII é um homem doente, desgastado, rude, inconsequente e está longe de ser o garanhão desejado pelas mulheres da corte que foi um dia, um rei sem pudor que pune seus súditos sem escrúpulos e os manipula conforme acha melhor para o seu próprio bem estar, ele não se dá conta de suas atitudes, agindo por impulso condenando pessoas inocentes a morte, e sua nova esposa precisa tomar muito cuidado com o desiquilíbrio de seu marido.

Cat vive uma vida cheia de regras e pisa em ovos quando se trata do rei entretanto a jovem consegue passar com louvor por todas as provações que esse casamento lhe impôs e se torna uma mulher mais forte, determinada e vivida.

O livro foi muito bem embasado na história de fato, uma escrita que envolve o leitor e o leva para um caminho de intrigas, suspeitas, duvidas sobre princípios religiosos adotados na época, sobre traição e sobre a loucura de um rei instável.Conhecemos um pouco mais da Inglaterra de 1.543 e de como a população sofria sem conhecimento nas mãos dos governantes da época. A autora sem dúvidas mostra como funciona um reinado, as obrigações de Catarina enquanto rainha e tudo que ela como mulher deveria acatar caso quisesse sair viva disso tudo.

A leitura é uma viagem a história da Inglaterra e ao governo de Henrique VIII eu claramente desconhecia muitos dos fatos apresentado pela autora, Philippa conseguiu me transportar para 1543 e me encantou com sua escrita e todo o embasamento que usou em seu livro, simplesmente me apaixonei e não vejo a hora ler mais obras dela.
Espero que tenham gostado um grande beijo e até a próxima!
Romance Histórico| 445 Páginas| Editora Record|Compare & Compre: •Amazon
Classificação: 5/5| Skoob


 


24 fev, 2018

Resenha Outros Jeitos De Usar A Boca

Um livro tão sensível desse merecia um relato aqui blog, confesso a vocês que não sou fã do gênero entretanto quando me deparei com a obra foi impossível não me apaixonar pelos poemas e relatos da autora Rupi Kaur, não conhecia seu trabalho e fiquei encantada com a sensibilidade tratada no livro, foi minha primeira leitura no meu novo xodó e espero muito que gostem!

Sinopse: ‘outros jeitos de usar a boca’ é um livro de poemas sobre a sobrevivência. Sobre a experiência de violência, o abuso, o amor, a perda e a feminilidade. O volume é dividido em quatro partes, e cada uma delas serve a um propósito diferente. Lida com um tipo diferente de dor. Cura uma mágoa diferente. Outros jeitos de usar a boca transporta o leitor por uma jornada pelos momentos mais amargos da vida e encontra uma maneira de tirar delicadeza deles. Publicado inicialmente de forma independente por Rupi Kaur, poeta, artista plástica e performer canadense nascida na Índia – e que também assina as ilustrações presentes neste volume –, o livro se tornou o maior fenômeno do gênero nos últimos anos nos Estados Unidos, com mais de 1 milhão de exemplares vendidos.

O livro foi dividido em quatro etapas a dor, o amor, a ruptura e a cura, com um estilo de escrita diferente do que já vi em minhas leituras a autora retrata o sofrimento, o abuso, a violência contra a mulher e o preconceito contra o gênero de forma delicada e emocionante, acredito que a intenção dela ao relatar essas história de forma poética era sensibilizar e comover a sociedade e tenho certeza que conseguiu.

A autora relata como é difícil ser mulher e tudo que enfrentamos no dia a dia em nossas casas, no trabalho, na sociedade de forma geral, de uma forma muito bonita ela conta um pouco sobre como é se apaixonar e viver intensamente um primeiro amor ou vários, a autora também conta um pouco sobre o sofrimento que é passar por um abuso sexual e o quanto isso é impactante na vida de mulher ou qualquer outro ser humano de qualquer gênero, abuso é abuso e não se discute a dor apenas tenta-se cura-la, após o rio de informações fortes a escrita finalmente parte para o renascimento do ser, mostrando o amor próprio através de seus poemas, e relata as várias formas da mulher e o orgulho que carregamos de nós mesmas.
O tema abordado pela autora não é fácil, mais ainda assim é fascinante ver como ela o descreve de forma sincera transformando a dor e lembranças ruins em poemas, a autora falar sobre um temática real que de fato foi vivenciada por alguém que lhe contou sua história e isso me encantou, estou perdidamente apaixonada pelo trabalho dela.
Espero que tenham gostado um grande beijo e até a próxima!
Poemas Poesias| 208 Páginas Editora Planeta Brasil
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12 fev, 2018

Resenha O Duque e Eu De Julia Quinn – Os Bridgertons 1

Na resenha de hoje vamos conversar um pouco sobre minha primeira experiência lendo um romance de época de Julia Quinn a queridinha dos adoradores desse gênero, um livro encantador e fascinante que me conquistou com uma história maravilhosa de deixar o gostinho de quero mais, espero que gostem!

Sinopse: Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo.Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta.Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.

O Duque e Eu foi um lindo romance contado pela a autora, nele conhecemos a estória de Daphne e Simon, uma Bridgerton e um duque que teve uma vida muito marcante, ambos se conheceram através de um encontro inusitado em um baile oferecido pela alta sociedade e depois mais tarde naquela mesma noite de forma mais promissora pelo irmão de Daphne, Anthony Bridgerton era um irmão cuidadoso que zelava pela família e um amigo de épocas antigas de Simon o filho de homem severo, muito rígido e que negligenciava ele enquanto criança.

“Simon não tinha certeza do momento em que soube que iria beijá-lá. Provavelmente foi algo que ele nunca soube, mas apenas sentiu.”

Daphne está passando pelo período que toda jovem da sua idade naquela época vivia, a escolha de um pretendente para casamento e sua mãe era implacável nessa missão levando a filha a beira da loucura com tantas exigências, Violet era uma mulher forte, inteligente destemida e criava os filhos com todo amor e educação da alta sociedade isso fez toda a diferença na vida deles. Ela desejava um marido bom para sua filha Daphne a mais velha entre as meninas e isso a tornou uma mãe meio perseguidora em bailes promovidos pela sociedade onde viviam. Daphne já estava enlouquecida com toda essa situação e tinha dificuldade em achar um bom homem para se casar, todos que conhecia a viam como uma jovem amiga e não uma mulher ou futura esposa e isso complicava as coisas para ela.

Foi quando o duque retornou a cidade e conheceu a jovem que tudo mudou para os dois, eles se permitiram elaborar um plano onde ele demonstrava a todos interesse por Daphne se livrando das mães que o perseguiam em busca de casamento para sua filhas e ajudando a bela mulher demonstrar a sociedade que era interessante despertando o interesse de pretendentes para ela, o plano estava funcionando muito bem, entretanto durante o processo o desejo de um pelo outro só cresceu tornando impossível a missão de fingimento e acabando em um beijo ardente e algo a mais.

“E naquele instante, com Simon se aproximando cada vez mais dela, ele se tornou seu mundo inteiro”

A leitura é extremamente cativante, conhecemos os desejos mais profundos dos nossos protagonistas, seus medos mais escuros e o amor que uma família naquela época era capaz de gerar, fiquei fascinada com a escrita estimulante da autora, ela nos proporcionou uma narrativa cheia de humor, desejo e muito romance á muito tempo não lia nada parecido me encantei.

Simon e Daphne viveram momentos incríveis nesse primeiro livro, superações e um amor avassalador que nos emociona, o carinho e respeito que a jovem desenvolveu pelo seu marido era de dar inveja em muitos casais e o amor e cuidado que ele tinha com Daphne era de conquistar nossos corações, adorei ter a oportunidade de ler esta primeira obra e não vejo a hora de dar continuidade nas leituras, espero que tenham gostado.

Se você gostou dessa resenha, não deixe de nos seguir aqui no blog e acompanhar nosso trabalho, um grande beijo e até próxima!
Romance| 288 Páginas Editora Arqueiro
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30 jan, 2018

Resenha Aníur A Ruína Está Próxima Esther Moratto

Aníur foi uma das leituras que mais me surpreendeu agora em janeiro, uma história que se divide entre o amor e a destruição de uma cidade, o livro é sem sombra de dúvida criativo e envolvente, existe alguns pontos que precisam ser melhorados e vou contar pras vocês um pouco sobre essa história e o que achei de forma geral.

“As Boas Intenções têm sido a ruína do mundo. As únicas pessoas que realizaram qualquer coisa foram as que não tiveram intenção alguma. -Oscar Wilde.”

Sinopse: Jake e Meg são jovens recém-casados e teriam um belo futuro pela frente. Mas não contavam com uma grande catástrofe, que poderia acabar com suas vidas. Um terremoto abalou a cidade em que vivem e uma doença misteriosa surgiu logo após o incidente. Será que isso seria o fim do mundo? Descubra nesta história agoniante, que te prenderá do começo ao fim.

Meg e Jake acabaram de se casar estão muito apaixonados e vivendo intensamente esse amor até que Jake precisa viajar a trabalho e deixa Meg sozinha pela primeira vez, Meg foi criada pela pai, sua mãe morreu quando ela era jovem ainda e o pai a criou com muito amor e cuidado, por ter sofrido essa perda irreparável a jovem tinha certo receio sobre a vida, e quando seu marido precisou viajar ela ficou preocupada mais sabia que era necessário, o que nenhum dos dois poderia prever é que a cidade sofreria um terremoto, quando isso aconteceu Meg foi retirada de seu apartamento e levada ate a quadra de uma escola onde estavam sendo colocados os sobreviventes.

Na escola Meg estava a principio sozinha e muito apavorada sem saber o que fazer e nem como iria avisar seu marido entrou em desespero vendo aquelas pessoas todas machucada pedindo ajuda sofrendo, uma senhora muito gentil se aproximou de Meg e tentou acalma-la, enquanto isso Jake desembarcava do avião após receber a noticia de que a cidade tinha sofrido um terremoto seu único objetivo era encontrar sua esposa, tanto Meg quanto Jake não poderiam imaginar tudo que ainda estavam por vir e se agarraram ao amor que sentiam um pelo outro para sobreviver e se reencontrar novamente.

“Aníur” foi uma leitura reveladora em muitos aspectos, a escrita da autora nos envolve, e sua criatividade me surpreendeu, confesso que imaginei ser apenas um livro que tratava de um romance superficial entretanto a autora conseguiu unir amor a destruição e luta por sobrevivência em uma só história, quando nos aprofundamos na leitura fica muito claro o que a estória quis passar, um possível ataque químico a uma cidade com pessoas inocentes me deixou com uma pulga atrás da orelha a respeito do quanto isso possa a vir se tornar real em nossas vidas.

Entretanto como leitora fiz algumas anotações mentais de coisas que me incomodaram no livro de forma geral, em um trecho onde a autora descreve uma jovem baixa de cabelos cacheados e gordinha e utiliza a palavra “mais” com um sorriso lindo, fiquei imaginando que poderia ter sido colocado de forma diferente para não soar preconceituoso ou grosseiro com pessoas gordinhas, baixas e de cabelo cacheado, o cuidado na hora de descrever um personagem é fundamental o “mais” poderia ter sido facilmente substituto pelo “e com um sorriso lindo”, outra coisa que me chamou muito atenção é que a passagem de narrativa ora feita por Meg a personagem principal, outras vezes feita por Jake seu marido, e o Zou um personagem forte e perspicaz que autora incluiu no livro de forma inteligente, essas narrativas contadas por eles se tornaram cansativas para o leitor, massantes, não identifiquei muitos diálogos entre os personagens de fato foi o que mais senti falta na leitura.

O livro nos apresenta um leque bem amplo de situações vividas pelos personagens e confesso que me senti dentro daquele cenário conforme passava os capítulos conhecíamos um pouco mais da história intensa que a leitura nos apresenta acredito que a autora conseguiu passar exatamente o que queria e entregou ao leitor uma bela ficção que se fosse bem adaptada merecia um filme.

Espero que tenham gostado, um grande beijo e até a próxima!

Ficção Nacional| 219 Páginas Young Editorial
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29 jan, 2018

Resenha Matem O Presidente Sam Bourne

Essa foi minha primeira experiência com Thriller político e fiquei surpresa por ter gostado tanto do livro, a obra propõem uma trama envolvendo os personagens e a casa branca, algumas das teorias escrita pelo autor são muito relacionadas a fatos recentes em nossa realidade.

Sinopse: Um plano para matar o presidente e um dilema moral unidos em um thriller explosivo. Aquilo que ninguém acreditava aconteceu… Os Estados Unidos elegeram como presidente um homem instável, machista e demagogo, apoiado por seu implacável estrategista, Crawford McNamara. Quando uma guerra de insultos com o regime da Coreia do Norte foge do controle e leva o presidente a ordenar o lançamento de um ataque nuclear, o que coloca em risco o mundo inteiro, fica claro que alguém precisa agir antes que a humanidade seja reduzida a cinzas. Assim, quando Maggie Costello, uma experiente funcionária de Washington e fiel aos seus princípios — completamente opostos aos do atual presidente —, descobre um plano dentro da própria Casa Branca para matar o presidente dos Estados Unidos, ela se depara com um grande dilema moral: ela deve salvá-lo, deixando o mundo à mercê de um tirano desequilibrado, ou trair seu comandante em chefe e arriscar lançar o país em uma guerra civil?

Quando Bob Kassian acordou naquela madrugada já imaginava ser algo grave para ser enfrentado,  a ligação que ele atendeu era da casa branca e o que ele ouviu foi o descontrole do atual presidente dos Estados Unidos, Bob sempre esteve cuidando de assuntos difíceis envolvendo seu seu chefe mais um ataque a Coréia do norte era passar do limites, resolveu então que aquilo teria que ter um fim.
Kassian bola um plano para acabar com as atrocidades do presidente, nesse momento conhecemos uma mulher chamada Maggie, ela trabalhou com o ex presidente e ficou na casa branca porque o mesmo a sugeriu disse que alguém bom deveria ficar e ajudar nas crises que estavam por vir. Essa mulher tem uma experiência muito ampla em solucionar crises, entretanto ela não se sente bem fazendo esse trabalho para um homem que muitos detestam inclusive seus familiares mais próximos que a criticam por continuar na casa branca, ela e sua família sofrem ameças devido a coisas que descobriu recentemente sobre o novo líder.
Maggie descobre um plano que está sendo elaborado para matarem o presidente e decide que precisa entender o que esta acontecendo antes que tudo desabe sobre sua cabeça.
“Matem O Presidente” é uma leitura intensa onde cada personagem criado pelo autor ganha uma espaço fundamental em sua trama, essa estória que por sua vez é hipotética mais que em minha opinião foi muito inspirada nos fatos atuais envolvendo o novo líder da maior potência do mundo nos revela como as coisas são feitas e manipuladas neste governo que muitos desconhece. Uma leitura reveladora que nos confunde com realidade e ficção, a escrita nos envolve tornando o livro desafiador a cada capítulo.
Espero que tenham gostado, um grande beijo e até a próxima!
Ficção| 406 Páginas Editora Record

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28 jan, 2018

Resenha As Perguntas Antônio Xerxeneski

Gosto muito de ficção, boa parte das minhas leituras possuem esse gênero, só que no caso deste livro eu senti muito a realidade mesmo, a obra é nacional e cenários foram descritos de acordo com o local onde o autor vive então acredite que esse seja o motivo dessa relação próxima com a realidade.

Sinopse: Alina enxerga sombras e vultos desde criança. Doutoranda em história das religiões, especializada em tradições ocultistas e aferrada à racionalidade que tudo ilumina, ela se acostumou a considerar as aparições como simples vestígios de sonhos interrompidos. Certo dia, um telefonema da delegacia desarruma sua rotina de tédio programado. A polícia suspeita de que uma seita vem causando uma onda de surtos psicóticos em São Paulo. A única pista disponível é um símbolo geométrico desenhado por uma das vítimas. Intrigada e ansiosa para fugir da rotina, Alina decide investigar por conta própria um mistério que a fará questionar os limites entre razão e religião, cultura e crença. Em ‘As perguntas’, Antonio Xerxenesky costura o tédio da vida cotidiana com o desconforto do horror em um livro repleto de referências ao universo dos filmes, da música e do ocultismo.

Alina desde pequena tem sonhos muito reais aos quais vê sombras, mesmo depois de acordada elas permanecem ali no pé de sua cama, em muitas noites ela acordou seus pais com gritos devido a estes pesadelos e seus pais diziam a ela que a mente humana é capaz de pregar peças na gente, com o passar do tempo ela deixou de contar o que via já mais velha deixou isso de lado porém não era feliz com a vida que levava, formada em história e especializada em estudos religiosos Alina trabalhava como editora de vídeo em uma empresa na grande São Paulo e sua vida era uma monotonia de dar pena.
Quando recebeu um chamado para ir até a delegacia local ficou surpresa e muito curiosa pra saber do que se tratava, quando chegou no local a delegada sutilmente disse que precisava da ajuda de Alina pois ela foi indicada por um antigo professor, até então a jovem editora não sabia do que se tratava e nem em como poderia ajudar até que a delegada abriu o jogo e lhe mostrou um símbolo, mesmo não sabendo o significado daquele símbolo Alina de alguma forma soube que seu passado voltou a assombra-la e ficou intrigada em descobrir os significado de tudo aquilo.
“As Perguntas” foi uma leitura extremamente intensa, intrigante e cheia de suspense, o autor conseguiu me deixar realmente na dúvida sobre muitas das coisas relacionadas a religião, através do livro conhecemos um pouco da história de Alina, uma jovem cética que tem visões assustadoras, trabalha em um local em que não gosta e que derrepente vê sua rotina transformada com a possível formação de uma ceita onde crimes de ocultismos estão acontecendo. Adorei a criatividade e perspicácia na construção dessa história, o título do livro tem tudo a ver com as sensação imposta pela leitura quando a concluímos e isso me deixou fascinada.
O livro é curto mais seu conteúdo é muito mais amplo do que podemos imaginar, o autor escreveu de forma simples e trouxe referências muito fortes de filmes, culturas entres outras coisas em sua história, existe também a parte do terror psicológico colocada de forma bem leve e sutil, adorei a oportunidade de conhecer a escrita do autor.
Espero que tenham gostado, um grande beijo e até a próxima!
Ficção| 184 Páginas Editora Companhia das letras
|Compare & Compre: •Amazon| Classificação: 4/5| Skoob
12 jan, 2018

Resenha Bela Gratidão Corey Ann Haydu

Bela Gratidão nos conta uma história linda, cativante e inspiradora isso já posso adiantar, da mesma autora de uma História de amor e toc, que inclusive quero muito ler, a obra nos mostra o cotidiano, os relacionamentos tudo muito relativo com a vida real.

Sinopse: Um romance sobre amadurecimento e a dureza de crescer em uma cultura que exige das mulheres nada menos que a perfeição. Corey Ann Haydu explora as complexidades da família, os limites do amor e quão duro é crescer em uma cultura que premia a beleza acima de qualquer outra coisa e cobra das mulheres nada menos que a perfeição. Uma leitura atual que dialoga direta e honestamente com a multiplicidade de questões enfrentadas por adolescentes e jovens no mundo todo – a confusão do primeiro amor, os dramas familiares e a construção da própria identidade no meio de toda essa loucura. O livro está cheio de personagens realistas, que tropeçam nos próprios medos e cometem erros com alguns dos quais é impossível não se identificar. Montana e sua irmã Arizona têm um pacto desde que a mãe as deixou: São elas duas contra todo o mundo. Com o pai sempre imerso em relacionamentos tóxicos e uma sucessão de madrastas essa foi a maneira que encontraram de seguir em frente. Mas agora que Arizona foi para a faculdade Montana se sente deixada pra trás e perdida, mergulhando em uma amizade vertiginosa e empolgante com a ousada Karissa. No meio disso tudo, Montana encontra uma distração em Bernardo. Resta saber se Montana têm a confiança necessária no que sentem um pelo outro para encaixar Bernardo na sua vida imperfeita.

“Bela Gratidão” tem como protagonista uma jovem de 17 anos chamada Montana, ela e sua irmã Arizona foram abandonadas pela mãe quando eram apenas crianças e seu pai um cirurgião plástico ficou responsável pela criação das duas. Entretanto ele não se saiu muito bem em seu papel de pai, e teve mais de quatro casamentos após a mãe das meninas o que era muito ruim para elas, ambas não tinham um exemplo a ser seguido e depois de mais velhas tiveram que se unir pra enfrentar esses conflitos emocionais e familiares, eram muito intimas e pensavam praticamente igual em relação a muitas coisas que o pai fazia. Até que um dia Arizona a irmã mais velha sai de casa para faculdade e muda muito seu jeito de ser, surpreendendo de forma negativa Montana.

“Não era perfeita. Mas é exatamente por isso que ela é tão linda. Meu pai nunca entendeu isso. Ele vê um terreno com flores do campo, acha que é lindo, mas também pensa em capinar todo o mato, lapidando tudo para torná-lo um jardim perfeito. Depois, ele se decepciona com o resultado.” (p. 90)

Montana desmorona ao ver que sua irmã se tornou tudo que um dia elas detestarão, isso faz com seu relacionamento com a irmã fique mais abalado sem contar que Montana ficou praticamente sozinha depois que a irmã foi pra faculdade e já carregava certa mágoa em relação a isso (confesso que algumas atitudes da protagonista soavam muito infantis e me deixou irritada em alguns momentos). Quando sua irmã foi morar em outra cidade pra estudar Montana buscou com todas as forças novas amizades no meio da busca encontrou Karissa na aula de teatro um linda moça de 23 anos que exalava maturidade, ambas se conheceram e se tornaram amigas porém Karissa fez com que o mundo de Montana desmoronasse mais vez.


“A questão é que as vezes poucas palavras são suficientes para resumir algo muito grande e incontrolável.”

Nem tudo nessa história é negativo, nossa protagonista conhece um jovem chamado Bernado é com ele que Montana pretende achar a chave pra ser feliz, eles se apaixonam e é muito bonito ver como se relacionam, a leitura é narrada em primeira pessoa e conhecemos toda a trama pelo ponto de vista de Montana, abordando temas fortes como conflitos familiares, mudanças, aceitação, abandono, e motivos pra continuar, com personagens muito reais a escrita te envolve e te conquista do inicio ao fim.
Bela Gratidão nos ensina a sermos gratos, pelo que temos, pela vida, a leitura é capaz de nos mostrar o quanto coisas pequenas atitudes minimas podem fazer diferença na vida de alguém, e o quanto devemos ser gratos por termos pessoas que nos amam a nosso redor, nossa protagonista nos dá um show de amadurecimento, crescimento pessoal e emocional que nos inspira para dias melhores.
Romance| 432 Páginas Editora Galera Record
|Compare & Compre: •Amazon| Classificação: 4/5| Skoob
08 jan, 2018

Resenha O Menino Da Lista De Schindler

Já comentei aqui no blog sobre como encaro minha leituras, eu aprecio obras que me proporcionam grandes lições, e sem dúvidas este foi um livro cheio delas, uma história muito sensível que devemos estar preparados para ler, espero que gostem da resenha!

Sinopse: Misto de biografia e romance de formação, O menino da lista de Schindler acompanha a trajetória de Leon Leyson, o mais jovem integrante e um dos últimos sobreviventes da famosa lista de judeus salvos pelo empresário alemão Oskar Schindler durante a Segunda Guerra Mundial. Intenso como O diário de Anne Frank, o livro chega ao Brasil pelo selo Rocco Jovens Leitores depois de alcançar a prestigiosa lista dos mais vendidos do jornal The New York Times, e oferece uma perspectiva única do Holocausto. Um relato emocionante, corajoso e humano que precisa ser contado às novas gerações.

O Menino da Lista de Schindler é um livro intenso e doloroso que nos apresenta a história de vida de Leon Leyson, quando jovem ele passou por uma das situações mais difíceis de sua vida, a Segunda Guerra Mundial e o que a tornava devastadora para esse menino e sua família é que eles eram Judeus.
Leon vivia com sua mãe e irmãos em Narewka uma pequena cidade na Polônia, lá ele viu seu pai trabalhar muito para mantê-los e aprendeu desde cedo o quanto o trabalho era importante, seu pai era inteligente sabia muitas coisas e devido a isso conseguiu um emprego melhor em outra cidade Cracóvia, lá ele trabalhou mais e guardou cada centavo para que um dia pudesse trazer Leon e o restante de sua família para junto dele, isso demorou um pouco pra acontecer mais por fim estavam todos juntos e felizes em Cracóvia.
Foi um tempo depois de terem se estabelecidos na nova cidade que a Guerra estourou e veio para separar a família do nosso jovem protagonista, as mudanças começaram a acontecer aos pouco e ele junto de seus irmãos viveram na pele o ódio trazido pelos nazistas. Foram expulsos de sua casa junto a outras milhares de famílias judias, colocados em um complexo que denominaram de Gueto, e aos montes eles se amontoavam nos pequenos metros quadrados que ainda restavam, naquele lugar Leon passou por dificuldade inimagináveis, fome, medo, frio, solidão mais sempre buscava forças para se manter firme e unido a sua família, o pai continuou trabalhando na fábrica de Schindler um nazista que parecia se importar mais com o judeus que qualquer outro naquele momento, devido a esse emprego muitas vezes sua família foi salva da morte e isso os ajudou durante praticamente todo o período da guerra.
Schindler ajudou Leon, seus irmãos, sua mãe e seu pai sempre que ele podia e conseguia, assim como outros judeus que trabalhou para ele em função dos nazistas, sempre que podia ele pagava propina aos soldados para conseguir o que queria ( alegava que os judeus eram muito importantes e úteis na produção de tudo que pudesse ser usado na guerra) e muitas das vezes funcionava bem, mais não impedia todo o sofrimento do judeus, todos os castigos, as doenças, a falta do que comer, e a morte em muitos casos.
O livro nos mostra com detalhes o sofrimento de Leyson e sua família na luta pela sobrevivência, e nos conta como a ajuda de Schindler foi de extrema importância para eles e quase dois mil judeus, sem ele todos teriam morrido, conhecemos através de uma escrita simples e sensível a monstruosidade da guerra e como foi desumano o que fizeram aquele povo.A leitura em muitos aspectos foi uma narrativa em primeira pessoa dolorosa de se ler mais importante de se conhecer, o mais assustador para mim foi saber através da história de Leon e sua família que durante aquele período enquanto todos passavam por inúmeras dificuldades no Gueto a população de cracóvia ( aqueles que não eram judeus) viviam como se nada estivesse acontecendo a poucos metros de suas casas.

 “Ouvi um tiro e logo depois outro. Senti uma bala passar zunindo ao lado da minha orelha; ela perfurou o muro atrás de mim.”
O Menino da Lista de Schindler foi uma leitura extremamente difícil e ao mesmo tempo instrutiva, podemos ver através de todo o sofrimento do protagonista a importância de nos manter unidos a quem amamos, o quanto é importante termos fé e nunca desistirmos de lutar pelo que achamos importante, um livro que nos ensina o quanto o amor e a coragem tem poder sobre os homens. Espero que tenham gostado!
Um grande beijo e até a próxima!
Biografia| 256 Páginas Editora Rocco Jovens Leitores
|Compare & Compre: •Amazon| Classificação: 5/5| Skoob
09 dez, 2017

Resenha A Nerd e o Cafajeste Valéria Reis

Hoje vamos falar sobre a leitura da semana e preciso confessar a vocês que fazia um bom tempo que não lia um livro leve com assuntos do dia a dia mesmo, gostei muito do conforto que a leitura me proporcionou em alguns momentos.

Sinopse: ALERTA! A autora deste livro não se responsabiliza por possíveis momentos de emoção, surpresa, ansiedade e curiosidade causados por este romance. Livro indicado para fortes de coração e resistentes de alma. Efeitos colaterais: Todos! Júlia é uma menina órfã, deprimida e sem graça. Trabalha, estuda, lê, conversa com as amigas e morre de medo de praticamente tudo. Sua vida é um verdadeiro tédio, mas tudo pode mudar! Com o começo da reforma da loja em que ela trabalha, seu amor platônico – o pintor – pode estar mais perto do que deveria. Um amor lindo, perfeito e eterno surge… Só que não! Poderá Júlia amar além de seus medos? Confiar além de suas perdas? Aventurar-se além de um romance juvenil?

A Nerd e o Cafajeste vai tratar de um romance que eu diria até clichê, onde conhecemos a história da Júlia uma jovem que muito cedo perdeu os pais e ficou sobre os cuidados de Roberta uma velha amiga de sua mãe. Depois de alguns anos Julia começou a trabalhar com Roberta em sua loja especializada em casamentos e foi lá que conheceu Jhony Anderson, o amor inicialmente platônico pelo pintor da loja se tornou real quando o mesmo demostrou interesse em Júlia. A menina estudiosa desajeitada jamais imaginou que um dia pudesse se relacionar com alguém, mais a vida tem dessas coisas de nos surpreender não é mesmo?
Júlia viveu muitas coisas durante toda a leitura, junto de suas amigas ela foi descobrindo aos poucos o segredo do amor e como essas coisas funcionavam, o interessante nessa história é o quanto ela se adapta ao dia a dia das pessoas o quanto tem ligação direta com a realidade nua e crua.
A autora mesclou uma tragédia familiar com descobertas amorosas que só uma adolescente poderia ter, em termos de escrita o livro é intenso e um tanto repetitivo na narrativa, onde o leitor encontra dificuldades pra encontrar um diálogo fora dos pensamentos da personagem principal, essa questão podia ter sido melhorada, de forma geral é um livro que te ajuda a fugir de uma ressaca com linguagem simples e de fácil entendimento, e claramente recomendado para jovens.
Espero que tenha gostado da resenha, um grande beijo e até a próxima!

Romance| 240 Páginas | Skoob | Editora Young
|Compare & Compre: •Amazon| Classificação: 3/5