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23 maio, 2018

[Resenha] Coragem Rose McGowan

Acredito que já falei isso aqui no blog mais existem certos livros que nos tocam tão profundamente que chega ser difícil comentar a respeito, a resenha de hoje é sobre esse tipo de leitura que no emociona e nos causa tantos sentimentos que quando concluímos até respirar fica complicado, senti isso e muitas outras coisas lendo a obra de Rose McGowan.

Sinopse: ROSE McGOWAN nasceu em um culto e o trocou por outro, mais visível: Hollywood.Rose McGowan se tornou uma das atrizes mais desejadas de Hollywood da noite para o dia quando foi “descoberta” nas ruas de Los Angeles. O estrelato logo se tornou um pesadelo de exposição constante e sexualização. Todos os detalhes de sua vida pessoal se tornaram públicos, e as realidades de uma indústria inerentemente machista emergiam a cada roteiro, papel, aparição pública e capa de revista.Hollywood esperava que Rose ficasse quieta e cooperasse. Em vez disso, ela se rebelou e impôs sua verdadeira identidade e voz.

“Coragem” é uma autobiografia onde a autora trabalhou sua vida de forma diferenciada, ela usou todos os acontecimentos mais traumáticos que viveu como um modelo e exemplo do que não devemos fazer e pensar, como uma especie de alerta a escrita da autora no leva para um caminho de reflexão sobre algumas circunstâncias em que vivemos atualmente, uma delas é a manipulação através de industrias como a do cinema. O livro tem como foco e  funciona como um meio de denúncia a abusos contra mulheres de diferentes classes sociais.

Rose McGowan nem sempre teve esse nome, cresceu em uma comunidade chamada Meninos De Deus, onde diferente do que o nome sugere era praticado coisas muito contrárias do que Deus supostamente aprova, manipulada pelo pai ela e seus irmãos tiveram um infância extremamente difícil, dolorosa, abusada de todas as formas possíveis viu sua família se desestruturar cada vez mais, quando seu pai saiu da comunidade de hippies onde coisas terríveis eram feitas com mulheres e crianças, a menina  viu sua mãe sendo abandonada por ele, ao sair da comunidade o pai de Rose já tinha uma nova esposa nessa época ele ainda era lúcido maltratava os filhos mais tinha um pouco de sanidade ainda.

Nesse etapa da leitura já percebemos em que condições se deu a criação da autora, e como já desde de muito nova ela foi submetida aos desejos de homens que estavam presentes em sua vida, o primeiro homem a trata-la como submissa e inferior por ser mulher foi seu próprio pai. Rose teve muitas fazes, chegou a morar nas ruas e passar fome entre tantas outras coisas, depois de um tempo nas ruas teve ajuda de uma tia e logo após voltou a morar com seu pai. Antes disso teve uma pequena experiência com a mãe e tudo estava indo bem até que ela se casou com um homem agressivo que molestava as próprias filhas e batia em Rose sempre que podia, sua experiência com a mãe não poderia ter sido pior.

Rose teve um namorado, seu primeiro namorado, o tempo que passaram juntos foi entre tantas outras coisas devastador para ela, ele era usuário de drogas, violento, e ela se viu presa em um relacionamento fadado a tragédias, foi uma luta dura sair daquela situação. Nesse mesmo período ela desenvolveu uma antipatia pelo próprio corpo se tornando anorexa.

A autobiografia escrita por McGowan relata muito mais do que mencionei aqui fiz um breve resumo de como inicio a vida dessa mulher que hoje é mais conhecida pelo seu trabalho como atriz, trabalho esse que gerou novos desafios e infelizmente abusos, na industria do cinema ela relata toda a sujeira por traz das câmeras as quais estamos tão condicionados, as vezes não percebemos os males que existem em determinadas coisas porque estamos tão condicionados aquilo que nossa visão se fecha diante de tanta coisa errada. Esse livro é um tipo de alerta, através dele é possível ver a verdade da sociedade em que vivemos.

A escrita da autora é uma escrita dura, cheia de sofrimento, amargura e raiva, segundo uma entrevista que ela realizou esta preparando sua vingança como mulher há 20 anos e Coragem é a maior delas umas das mais sensatas que ela poderia ter realizado. O livro nos proporciona um misto de sensações e sentimentos que vão da empatia pela história de vida contada até a raiva e revolta por saber que essas coisas acontecem o tempo todo e poucas pessoas fazem algo a respeito, e por falar nisso uma das coisas mais lindas que essa mulher conquistou de mim como leitora foi respeito.

Coragem é um livro forte, escrito de uma forma crua e sincera que merece ser lido por quantas pessoas for possível.
Auto Biografia • Editora Harper Collins• 288 Páginas • Classificação: 5/5
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19 maio, 2018

[Resenha] Léxico Familiar Natalia Ginzburg

Conhecer a escrita da autora através dessa obra foi um experiência muito diferente da que imaginei, em sua narrativa Natalia abre as portas de sua vida, e nos apresenta um pouco de sua família, como todas as famílias a dela possui algumas características muitos vivas e intrigantes, foi um surpresa ler este livro.

Sinopse: O romance narra a infância e juventude da escritora, dramaturga, ensaísta e ativista política italiana Natalia Ginzburg (1916-1991). As memórias de sua convivência em uma família burguesa, letrada e judia, em meio ao fascismo e à Segunda Guerra Mundial, são narradas em estilo minimalista. Caçula de cinco irmãos, a menina recria o passado lembrando das frases repetidas em família.

 
“Léxico Família” é uma obra onde Natalia, escritora italiana conta um pouco sobre sua família judaica e antifascista, conhecemos um pouco das características mais marcantes de seus familiares e ela começa descrevendo um pouco sobre seu pai, um homem de personalidade forte, meio arrogante e duro com as palavras, ele se relacionava com os filhos de uma forma muito fria pelos relatos feitos na leitura, se comunicava através de ofensas e seus maiores alvos era sua própria família.
O irmão mais velho de Natalia era uma rapaz inteligente, um dos favoritos do pai, para não dizer o único, entretanto não era mimado nem tinha regalias, pelo contrário quando o jovem tirava uma nota boa como um dez por exemplo, o pai lhe dizia que poderia ter sido feito melhor. A autora desenrola sua obra sempre dando enfase em frases e expressões que para ela sua família são cheias de significados.

“Poderia ter tirado um dez com louvor”

A avó da jovem também era uma senhora de difícil convivência, possui suas crenças e orava em uma língua que nem mesmo ela compreendia,  tinha horror a qualquer tipo de animal principalmente gatos dizia que podia lhe transmitir doenças terríveis, possuía um hábito um tanto racista como o pai de Natalia. Já a mãe que era a responsável por essa família era um mulher dócil e até mesmo ingênua em alguns pontos, deixava se influenciar. Neste momento da leitura é fácil notar comportamentos que evidenciam a submissão das mulheres aos homens, marido, pai ou até mesmo irmão.
A leitura foi uma verdadeira surpresa, com um escrita simples e de fácil entendimento a autora descreve sua família, sua rotina, suas crenças entre outras coisas muito intimas que ao meu ver se tornam difíceis de expor como ela fez. O período vivido pela família da autora é uma travessia pela segunda guerra mundial o que torna o livro ainda mais especial, a autora também comenta sobre pessoas ilustres daquela época, membros da resistência italiana.

“Nesta obra a lembrança se desenrola seguindo os fios da linguagem, contendo na fala termos e acentos que, sendo de todos, são no entanto particulares, identificam uma dimensão e a circunscrevem: é esta, talvez, a causa do grande fascínio promanado, ainda hoje, de ‘Léxico familiar’, ou seja, a capacidade de reconstruir um mundo perdido sobretudo graças à memória das palavras que nele habitavam e que ninguém fora dele poderia entender plenamente senão tendo à mão esta gramática sentimental, cuja linguagem é própria, pois comum, e se torna comum a partir do ‘dialeto’ compartilhado entre os membros da família. (…) E o texto se torna, assim, uma partitura, sinfonia de vozes e notas, de frases repetidas e de versos esmigalhados, reduzidos à pura alusão fônica.” – Posfácio de Ettore Finazzi-Agrò – “O bordado da memória” (Pág. 243)

O livro é marcado por uma época de desordem onde através da escrita de Natalia conhecemos o cotidiano mais intimo e profundo em que ela e as pessoas que amava viveram. O foco da autora mesmo sua família sendo judia nunca foi a religião e sim contar a nós como eles eram, o que faziam, como agiam essas coisas mais banais que no fundo são as que mais importam.
Mencionado no inicio do livro, é fácil para o leitor substituir acontecimentos com os de sua própria família, para mim uma coincidência incrível foi o nome de uma das irmãs Paola, tendo minha irmã mais velha chamada Paola foi uma surpresa, mais imaginei a ligação, sendo descendente de siciliano os nomes poderiam se cruzar a diferença é que minha irmã não possui o temperamento e jeito da Paola de léxico, pelo contrario é tímida que só.
Adorei ter a oportunidade de conhecer a obra, meu primeiro contato com a escrita e trabalho da autora e fiquei encantada, espero que tenham gostado um grande beijo e até a próxima!

Auto Biografia • Editora Companhia das letras • 240 Páginas • Classificação: 5/5
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11 nov, 2017

Resenha Os Meninos Que Enganavam Nazistas

Hello pessoas, na resenha de hoje vamos falar um pouco sobre a história de Joseph Joffo, uma autobiografia que emociona e sensibiliza o leitor, uma narrativa simples e cativante foi o que o autor usou em sua história marcante, espero que gostem!
“Os Meninos Que Enganavam  Nazistas” é um livro intenso, onde Joseph e seu irmão Maurice, são obrigados a fugir, deixando seus pais e a casa onde cresceram, durante a guerra os meninos prometeram nunca se separar e foi exatamente isso que fizeram da melhor maneira possível se manterão unidos e fortes diante de tantas dificuldades.

Sinopse: Paris, 1941. O país é ocupado pelo exército nazista e o medo invade as casas e as ruas francesas. O poder de Hitler se mostra absoluto e brutal na França… É durante um dos períodos mais turbulentos da História que a emocionante narrativa de Joseph e Maurice se desenrola. Irmãos judeus de 10 e 12 anos de idade, eles perambulam sozinhos pelas estradas, vivendo experiências surpreendentes, tentando escapar da morte e em busca da zona livre para ganhar a liberdade.Essa é uma história real, autobiográfica, cuja espontaneidade, ternura e humor comprovam o triunfo da humanidade e da empatia nos momentos mais sombrios, quando o perigo está sempre à espreita… Os meninos que enganavam nazistas conta a fantástica e emocionante epopeia de duas crianças judias durante a ocupação, narrada por Joseph, o mais jovem.

O primeiro sinal de mudanças foi quando os judeus foram obrigados a se identificarem, deveriam usar estrelas bordadas nas roupas e uniformes, foi o que a mãe dos jovens fez, bordou a estrela que determinava que ambos eram judeus e os mandou para escola, não foi um dia fácil para Joseph e Maurice, nos intervalos sofreram agressões e foram acusados de serem culpados pela guerra, quando voltaram para casa seu pai tomou a difícil decisão de manda-los para longe, iriam então encontrar seus irmãos mais velhos. Passaram boa parte da infância fugindo dos nazistas e trabalhando pra sobreviver em meio a guerra, tiveram o beneficio do aprendizado, em meio a tanta dor descobriram que era capazes de fazer coisas incríveis, sobreviveram com a esperança de um dia se reunirem de novo em família.

Joseph nos conta sua emocionante história, através de uma escrita simples e motivadora em muitos pontos ele retrata os horrores da guerra e tudo que os judeus sofreram, a leitura se torna cada vez mais intensa conforme o autor relata tudo que passou junto de seu irmão, ele fez amigos, perdeu muita gente durante esse processo mais sobreviveu.
O livro é entre tantas outras coisas uma inspiração, nos passa mensagens como luta, força, sobrevivência, perseverança, e nos faz entender o quanto é importante acreditarmos em dias melhores, não importa as dificuldade que esteja enfrentando sempre existe uma saída. A chave para descobri-la é o Amor.
Autobiografia| 250 Páginas | Skoob |
 Compare & Compre: •Amazon| Classificação: 5/5
25 out, 2017

Resenha O Ano Em Que Disse Sim Shonda Rhimes

Olá pessoas lindas, na resenha de hoje vim contar um pouco pra vocês da minha experiência lendo a obra da talentosa Shonda, eu não conhecia muito o trabalho dela, sabia sobre as séries que ela escrevia mais não imaginava encontrar na leitura, ensinamentos tão bons e válidos como encontrei, um relato incrível de episódios e situações vividos por ela que serviram de exemplo em muitos aspectos em minha vida, espero que gostem tanto quanto eu!

Sinopse:Um livro motivador da aclamada e premiada criadora e produtora executiva dos sucessos televisivos Grey’s Anatomy, Private Practice e Scandal, e produtora executiva de How to Get Away with Murder.Você nunca diz sim para nada. Foram essas seis palavras, ditas pela irmã de Shonda durante uma ceia de Ação de Graças, que levaram a autora a repensar a maneira como estava levando sua vida. Apesar da timidez e introversão, Shonda decidiu encarar o desafio de passar um ano dizendo “sim” para as oportunidades que surgiam. Os “sins” iam desde cuidar melhor de sua saúde até aceitar convites para participar de talk shows e discursos em público. Além disso, Shonda deu um difícil passo: dizer sim ao amor próprio e ao seu empoderamento. Em O Ano em que disse sim, Shonda Rhimes relata, com muito bom humor, os detalhes sobre sua vida pessoal, profissional e como mergulhar de cabeça no “Ano do Sim” transformou ambas e oferece ao leitor a motivação necessária para fazer o mesmo em sua vida.

“O Ano Em Que Disse Sim” é um livro sobre a intimidade da autora, sobre suas dificuldades, suas mudanças e atitudes que precisou tomar ao longo de sua vida, acima de tudo é uma história de amor consigo mesma. Shonda nos conta de forma descontraída e divertida tudo que mudou em sua vida após um dia de ação de graças, neste dia sua irmã em meio a uma conversa calorosa e um peru assando, lhe disse algumas palavras que por um instante fizeram todo sentido do mundo.

“Você Nunca Diz Sim A Nada”

Shonda percebeu o quanto aquelas palavras eram verdadeiras e depois de uma longa autoanálise resolveu que diria Sim, a partir daquele momento ela diria sim, para viagens, reuniões, entrevistas, programas, e principalmente ela diria Sim para sua vida, suas filhas, sua casa, seus amigos, e sua família.
A vida da nossa autora e protagonista mudou, o ano do sim foi um ano de dificuldades, de superações e mudanças radicais, de medos que teriam que ser enfrentados, foi um ano intenso, de muio trabalho físico e principalmente mental, Shonda mudou seus hábitos, sua rotina e notou o quanto aquilo estava lhe fazendo bem, o quanto foi positivo dizer sim e o absorveu, da melhor maneira possível, ela abraçou com carinho todos os resultados dessa atitude.
A leitura é intencionalmente motivadora, nos cativa e nos mostra que a vida não é perfeita nem mesmo para uma escritora famosa e reconhecida, a vida é feita de desafios e Shonda nos mostra isso nitidamente em seu livro, uma escrita leve e detalhista em muitos aspectos, foi um grande prazer conhecer a história da autora e suas conquistas,
Espero que tenham gostado um grande beijo e até  próxima!
Autobiografia| 250 Páginas | Skoob | Compare & Compre: Submarino  • SaraivaAmazon| Classificação: 5/5
13 jul, 2015

Resenha Um Gato De Rua Chamado Bob James Bowen

Meu amor por gatos muitos de vocês já conhecem, tenho uma em casa e sou apaixonada por ela, minha filhota! Quando soube dessa obra de cara quis ler, um livro lindo que aborda o amor e o respeito pelos animais, espero que gostem da resenha.

Sinopse: Quando James Bowen encontrou um gato ferido, enrolado no corredor de seu alojamento, ele não tinha ideia do quanto sua vida estava prestes a mudar. Bowen vivia nas ruas de Londres, lutando contra a dependência química de heroína, e a última coisa de que ele precisava era de um animal de estimação. No entanto, ele ajudou aquele inteligente gato de rua, a quem batizou de Bob (porque tinha acabado de assistir a Twin Peaks).

Depois de cuidar do gatinho e trazer-lhe a saúde de volta, James Bowen mandou-o embora imaginando que nunca mais o veria. Mas Bob tinha outras ideias. Logo os dois tornaram-se inseparáveis, e suas aventuras divertidas — e, algumas vezes, perigosas — iriam transformar suas vidas e curar, lentamente, as cicatrizes que cada um dos dois trazia de seus passados conturbados.
Um Gato de Rua Chamado Bob é uma história comovente e edificante que toca o coração de quem a lê.

“Ele era um morador de rua sem qualquer esperança, até que encontrar um gatinho cor de laranja”

É uma tarde de outono em convent garden, Londres trabalhadores correm para o almoço, turistas brotam de todos os lados e clientes entram e saem das lojas. No meio de tudo isso está um gato. Usando um vistoso lenço union jack em volta do pescoço e cercado por uma multidão de 30 espectadores de boca aberta. Bob o gatinho cor de laranja sorri é sorri timidamente.
Próximo a ele, está seu dono James Bowen com seu violão surrado, cantando musicas do oasis. Então, ele para de tocar e se abaixa para Bob ” vamos, Bob, mexe os bigodes, levanta uma pata e a estende para James. A multidão assobia.Não é todo dia que se vê um gato sentado calmamente no centro de Londres aparentemente sem se abalar com barulho das sirenes, os carros passando e todo movimento , mas Bob não é um gato comum.
A leitura desse livro me fez ver o quanto somos responsáveis pelas vidas dos outros em todos os sentidos sendo humanos ou animais, me mostrou o quanto precisamos de ajuda e o quanto é bom estarmos unidos para enfrentar nosso problemas, o leitor imagina que quem salvou Bob foi o James por recolher ele da rua cuidar dele e alimenta-lo, mais a verdade é muito simples, foi o contrário, Bob foi quem salvou James do declínio, se tornando amigo dele e o ajudando a se reerguer das drogas e vida sofrida na rua.
Após ajudar Bob a se recuperar o gatinho laranja passa a acompanhar seu novo dono pelas ruas de Londres em apresentações musicais e o púbico adora a presença dele valorizando ainda mais o trabalho de James é lindo de ver o relacionamento dos dois e como se tornaram grandes amigos.O livro possui uma escrita leve de se ler, narrando a vida dos personagens de forma cativante e nos mostrando o poder de uma amizade, uma obra fluída que adorei conhecer.

Espero muito que tenham gostado!

Título Original: Um gato de rua chamado bob|Gênero: Autobiografia|memórias|Páginas:240|
Editora: Novo Conceito Minha Avaliação: 4/5