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05 jul, 2018

[Resenha] Mrs.Dalloway Virginia Woolf

Há muito tempo queria conhecer a obra mais famosa da autora Virginia Woof, uma escritora conhecida na literatura clássica, sempre tive vontade de ler suas obras e essa foi minha oportunidade, “Mrs Dalloway” é um trabalho para ser apreciado aos poucos e absorvido com o tempo.
Sinopse: Obra mais famosa de Virginia Woolf, Mrs. Dalloway narra um único dia da vida da famosa protagonista Clarissa Dalloway, que percorre as ruas de Londres dos anos 1920 cuidando dos preparativos para a festa que realizará no mesmo dia à noite. Pioneiro na exploração do inconsciente humano por meio do fluxo de consciência, Mrs. Dalloway se consagrou tanto pelo experimentalismo linguístico quanto pelo retrato preciso das transformações da Inglaterra do período entre guerras. Misto de romance psicológico com ensaio filosófico, este livro resiste a classificações simplistas e inaugura um gênero por si só. Precursor de algumas das maiores obras literárias do século XX, este romance é uma leitura incontornável que todo mundo deve fazer ao menos uma vez na vida.


Clarissa Dalloway é um mulher na casa do cinquenta anos, casada, pertence a classe média alta da sociedade onde vive, e irá dar uma festa, ela percorre as ruas de Londres em busca de flores e dos preparativos para o evento que irá realizar logo mais a noite, durante sua caminhada e compras acontece diversos encontros e reflexões que o leitor vai acompanhando durante a leitura.
O livro possui uma proposta simples de ser entendida, conta sobre o dia de uma dona de casa rica e os preparativos de uma festa que a mesma irá realizar, entretanto a simplicidade da obra termina por ai. A autora fala sobre como a personagem ao comprar flores ou arrumar um vestido se encontra com diversas pessoas de sua juventude e tem várias lembranças de como as coisas ocorriam naquela época, de uma forma nada tradicional e até mesmo complexa acompanhamos a rotina do dia de Clarissa.
No primeiro momento da leitura não sabia o que estava lendo de fato, até que resolvi pesquisar mais a fundo a forma como Woolf trabalhou sua obra mais famosa, ela utiliza uma linha chamada fluxo de consciência que consiste em fazer com que o leitor se introduza de uma forma peculiar nos pensamentos da personagem, após entender isso a leitura aconteceu de forma até mais proveitosa do que eu imaginava.
Outro fator interessante sobre o livro é que ao mesmo tempo que nos introduzimos nos pensamentos de Clarissa, percebemos que a própria autora está presente na personagem de diversas maneiras algo fantástico em uma leitura, fiquei fascinada com a genialidade de Virginia.
Para muitos o livro pode ser algo difícil, e cansativo, mais na minha opinião foi uma experiência única que mereceu ser vivida, quero muito ter a oportunidade de ler mais obras da autora e ter mais contato com seu trabalho tão diferenciado dos demais.
Espero muito que tenham gostado, um grande beijo e até a próxima!
Clássicos • Editora Cia Das Letras • 235 Páginas • Classificação: 5/5
Skoob • Compre: AmazonSubmarinoSaraiva
19 maio, 2018

[Resenha] Léxico Familiar Natalia Ginzburg

Conhecer a escrita da autora através dessa obra foi um experiência muito diferente da que imaginei, em sua narrativa Natalia abre as portas de sua vida, e nos apresenta um pouco de sua família, como todas as famílias a dela possui algumas características muitos vivas e intrigantes, foi um surpresa ler este livro.

Sinopse: O romance narra a infância e juventude da escritora, dramaturga, ensaísta e ativista política italiana Natalia Ginzburg (1916-1991). As memórias de sua convivência em uma família burguesa, letrada e judia, em meio ao fascismo e à Segunda Guerra Mundial, são narradas em estilo minimalista. Caçula de cinco irmãos, a menina recria o passado lembrando das frases repetidas em família.

 
“Léxico Família” é uma obra onde Natalia, escritora italiana conta um pouco sobre sua família judaica e antifascista, conhecemos um pouco das características mais marcantes de seus familiares e ela começa descrevendo um pouco sobre seu pai, um homem de personalidade forte, meio arrogante e duro com as palavras, ele se relacionava com os filhos de uma forma muito fria pelos relatos feitos na leitura, se comunicava através de ofensas e seus maiores alvos era sua própria família.
O irmão mais velho de Natalia era uma rapaz inteligente, um dos favoritos do pai, para não dizer o único, entretanto não era mimado nem tinha regalias, pelo contrário quando o jovem tirava uma nota boa como um dez por exemplo, o pai lhe dizia que poderia ter sido feito melhor. A autora desenrola sua obra sempre dando enfase em frases e expressões que para ela sua família são cheias de significados.

“Poderia ter tirado um dez com louvor”

A avó da jovem também era uma senhora de difícil convivência, possui suas crenças e orava em uma língua que nem mesmo ela compreendia,  tinha horror a qualquer tipo de animal principalmente gatos dizia que podia lhe transmitir doenças terríveis, possuía um hábito um tanto racista como o pai de Natalia. Já a mãe que era a responsável por essa família era um mulher dócil e até mesmo ingênua em alguns pontos, deixava se influenciar. Neste momento da leitura é fácil notar comportamentos que evidenciam a submissão das mulheres aos homens, marido, pai ou até mesmo irmão.
A leitura foi uma verdadeira surpresa, com um escrita simples e de fácil entendimento a autora descreve sua família, sua rotina, suas crenças entre outras coisas muito intimas que ao meu ver se tornam difíceis de expor como ela fez. O período vivido pela família da autora é uma travessia pela segunda guerra mundial o que torna o livro ainda mais especial, a autora também comenta sobre pessoas ilustres daquela época, membros da resistência italiana.

“Nesta obra a lembrança se desenrola seguindo os fios da linguagem, contendo na fala termos e acentos que, sendo de todos, são no entanto particulares, identificam uma dimensão e a circunscrevem: é esta, talvez, a causa do grande fascínio promanado, ainda hoje, de ‘Léxico familiar’, ou seja, a capacidade de reconstruir um mundo perdido sobretudo graças à memória das palavras que nele habitavam e que ninguém fora dele poderia entender plenamente senão tendo à mão esta gramática sentimental, cuja linguagem é própria, pois comum, e se torna comum a partir do ‘dialeto’ compartilhado entre os membros da família. (…) E o texto se torna, assim, uma partitura, sinfonia de vozes e notas, de frases repetidas e de versos esmigalhados, reduzidos à pura alusão fônica.” – Posfácio de Ettore Finazzi-Agrò – “O bordado da memória” (Pág. 243)

O livro é marcado por uma época de desordem onde através da escrita de Natalia conhecemos o cotidiano mais intimo e profundo em que ela e as pessoas que amava viveram. O foco da autora mesmo sua família sendo judia nunca foi a religião e sim contar a nós como eles eram, o que faziam, como agiam essas coisas mais banais que no fundo são as que mais importam.
Mencionado no inicio do livro, é fácil para o leitor substituir acontecimentos com os de sua própria família, para mim uma coincidência incrível foi o nome de uma das irmãs Paola, tendo minha irmã mais velha chamada Paola foi uma surpresa, mais imaginei a ligação, sendo descendente de siciliano os nomes poderiam se cruzar a diferença é que minha irmã não possui o temperamento e jeito da Paola de léxico, pelo contrario é tímida que só.
Adorei ter a oportunidade de conhecer a obra, meu primeiro contato com a escrita e trabalho da autora e fiquei encantada, espero que tenham gostado um grande beijo e até a próxima!

Auto Biografia • Editora Companhia das letras • 240 Páginas • Classificação: 5/5
Skoob • Compre: Amazon • Submarino • Saraiva
28 jan, 2018

Resenha As Perguntas Antônio Xerxeneski

Gosto muito de ficção, boa parte das minhas leituras possuem esse gênero, só que no caso deste livro eu senti muito a realidade mesmo, a obra é nacional e cenários foram descritos de acordo com o local onde o autor vive então acredite que esse seja o motivo dessa relação próxima com a realidade.

Sinopse: Alina enxerga sombras e vultos desde criança. Doutoranda em história das religiões, especializada em tradições ocultistas e aferrada à racionalidade que tudo ilumina, ela se acostumou a considerar as aparições como simples vestígios de sonhos interrompidos. Certo dia, um telefonema da delegacia desarruma sua rotina de tédio programado. A polícia suspeita de que uma seita vem causando uma onda de surtos psicóticos em São Paulo. A única pista disponível é um símbolo geométrico desenhado por uma das vítimas. Intrigada e ansiosa para fugir da rotina, Alina decide investigar por conta própria um mistério que a fará questionar os limites entre razão e religião, cultura e crença. Em ‘As perguntas’, Antonio Xerxenesky costura o tédio da vida cotidiana com o desconforto do horror em um livro repleto de referências ao universo dos filmes, da música e do ocultismo.

Alina desde pequena tem sonhos muito reais aos quais vê sombras, mesmo depois de acordada elas permanecem ali no pé de sua cama, em muitas noites ela acordou seus pais com gritos devido a estes pesadelos e seus pais diziam a ela que a mente humana é capaz de pregar peças na gente, com o passar do tempo ela deixou de contar o que via já mais velha deixou isso de lado porém não era feliz com a vida que levava, formada em história e especializada em estudos religiosos Alina trabalhava como editora de vídeo em uma empresa na grande São Paulo e sua vida era uma monotonia de dar pena.
Quando recebeu um chamado para ir até a delegacia local ficou surpresa e muito curiosa pra saber do que se tratava, quando chegou no local a delegada sutilmente disse que precisava da ajuda de Alina pois ela foi indicada por um antigo professor, até então a jovem editora não sabia do que se tratava e nem em como poderia ajudar até que a delegada abriu o jogo e lhe mostrou um símbolo, mesmo não sabendo o significado daquele símbolo Alina de alguma forma soube que seu passado voltou a assombra-la e ficou intrigada em descobrir os significado de tudo aquilo.
“As Perguntas” foi uma leitura extremamente intensa, intrigante e cheia de suspense, o autor conseguiu me deixar realmente na dúvida sobre muitas das coisas relacionadas a religião, através do livro conhecemos um pouco da história de Alina, uma jovem cética que tem visões assustadoras, trabalha em um local em que não gosta e que derrepente vê sua rotina transformada com a possível formação de uma ceita onde crimes de ocultismos estão acontecendo. Adorei a criatividade e perspicácia na construção dessa história, o título do livro tem tudo a ver com as sensação imposta pela leitura quando a concluímos e isso me deixou fascinada.
O livro é curto mais seu conteúdo é muito mais amplo do que podemos imaginar, o autor escreveu de forma simples e trouxe referências muito fortes de filmes, culturas entres outras coisas em sua história, existe também a parte do terror psicológico colocada de forma bem leve e sutil, adorei a oportunidade de conhecer a escrita do autor.
Espero que tenham gostado, um grande beijo e até a próxima!
Ficção| 184 Páginas Editora Companhia das letras
|Compare & Compre: •Amazon| Classificação: 4/5| Skoob
08 ago, 2015

Resenha Correr Drauzio Varella

Drauzio Varella é médico e bem conhecido no Brasil, neste livro ele decidiu nos contar um pouco sobre como é ser um maratonista e a importância da atividade física para o corpo humano. Correr é um livro diferente do que tenho costume de ler e recebi a obra após um sorteio no Skoob, achei seu conteúdo motivador e espero que gostem da resenha.

Sinopse: Drauzio Varella é oncologista, autor de best-sellers, voluntário numa prisão, pesquisador do uso medicinal de espécies amazônicas e ainda celebridade na TV. Mas consegue há mais de vinte anos conciliar esse atribulado dia a dia com a prática regular de exercício físico. Para ele, correr não é só um hobby: é o que lhe dá o equilíbrio para enfrentar os desafios da vida.Drauzio conta como e por que decidiu espantar o sedentarismo; relata o desafio da primeira maratona; nos dá um panorama da história das corridas desde sua suposta origem na Grécia antiga; oferece informações médicas sobre a prática; e, de quebra, nos leva de “carona” num passeio sensível pela alma humana. Leitura indispensável para corredores e futuros corredores.

Para o autor ser maratonista vai além de uma competição é mais como um estilo de vida e durante a leitura somos apresentados a algumas de suas aventuras e superações. Ele nos conta como começou a correr e o que o motivo a isso, suas lutas diárias são narradas de forma simples e fluída.O autor nos conta que se redescobriu como pessoa após decidir ser maratonista e nos mostra como consegue á mais de 20 anos conciliar sua vida profissional, pessoal e atividade física que tanto gosta. Por inúmeras vezes Drauzio nos deixa claro o quanto fazer exercícios, caminhadas e etc é importante para nossa saúde.

Para Drauzio correr não é apenas um hobby e sim a maneira que ele encontrou para ter equilíbrio na vida, como muito humor ele relata toda sua trajetória e garanto que vocês iram se surpreender com essa maravilhosa história.

O livro entrega uma proposta diferente do que estou acostumada e de forma simples navegamos pelas palavras do médico que muito inteligente nos conduz a refletir sobre nossa vida, saúde e o que gostaríamos que melhorasse, adorei ter a oportunidade de conhecer a obra, e espero que vocês tenham gostado da resenha.

Título Original: Correr|Gênero: Nacional|Autobiografia|Páginas:216|
Editora: Companhia Das Letras|Minha Avaliação: 4/5