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17 mar, 2019

[Resenha] Praia De Manhattan @intrínseca

“Praia De Manhattan” foi uma leitura que me deixou reflexiva sobre diversas questões, uma das mais importantes foi a criatividade da autora em criar um romance histórico tão centrado em seus personagens como nunca havia lido antes. Impactada ainda estou com o livro e tudo que ele representa, sua singularidade é admirável!



Sinopse: Tributo à tradição dos grandes romances americanos, o novo livro da vencedora do Prêmio Pulitzer acompanha Anna Kerrigan e Dexter Styles em um universo noir povoado por gângsteres, mergulhadores e banqueiros durante os tempestuosos anos 1940.Com quase 12 anos, Anna acompanha o pai à casa de Styles, uma figura enigmática que pode ser crucial para a sobrevivência de sua família. Durante a visita, ela fica completamente hipnotizada pelo mar em volta da construção e pelo mistério que ronda a relação entre os dois homens. Anos depois, o pai de Anna desaparece. Já adulta, ela se torna a primeira mulher mergulhadora e conserta os navios que vão ajudar o país durante a Segunda Guerra Mundial. É nesse cenário que, em uma noite de folga, reencontra Styles em uma boate. Certa de que ele pode ajudar a desvendar os segredos que envolvem a história do pai, Anna inicia uma relação tão improvável quanto perigosa.

Anna Kerrigan é uma criança peculiar, não tão bonita como sua irmã porém esperta e observadora como ninguém, ela vive uma infância centrada em seus relacionamentos familiares. Seu pai é um homem forte e transmite para a jovem menina uma segurança absurda de mundo, sua relação com ele é doce, sincera e de muito afeto. Em casa Anna tem uma outra pessoa importante, sua irmã, Lydia sofre de uma doença que não a permite, andar, falar, comer ou fazer qualquer outra coisa sozinha, mesmo assim é dona de uma beleza que faz brilhar os olhos de quem a vê.

Junto de sua mãe elas cuidam de Lydia com todo amor e afeto que se é possível, o momento mais íntimo entre as três mulheres daquela casa é quando o pai não está presente e elas podem dançar e sentir as ondas sonoras adentrarem suas almas. Geralmente após fazerem isso dão banho em Lydia para aliviar as tensões e dores que a pobre menina sente. Lavam seu cabelo com o mais cheiroso dos shampoos e mimam a pequena o máximo que podem.

Anna tem uma rotina da qual gosta muito, ela sempre está junto do pai em suas saídas a trabalho, ela é sua companheira e isso os unem muito, os passeios com o pai são os melhores e ela não abre mão de estar ao seu lado. Em um desses passeios as coisas mudam, e a jovem talvez muito tarde saberia o porque.

“Elas são bem mais fortes do que nós-ouviu-o dizer ao pai.-Por sorte nossa, não sabem disso” Página 17.

A obra foi ambientada em um período de crise, para muitas famílias em Nova York, a decadência de uma era, graças a quebra da bolsa de valores, para a família de Anna não foi diferente as dificuldades enfrentadas pela crise fizeram seu pai tomar uma decisão que permitiria a sobrevivência de todos.

“Só dói no começo-respondeu ela-Depois de um tempo, você não sente mais nada.” Página 16

A escrita de Jennifer Egan se intercala com a narrativa da jovem Anna e de seu pai, aos poucos o leitor também tem deslumbres de outros personagens narrando a história que compõem o romance, e essa escolha de escrita feita pela autora fez total diferença durante a leitura. Meu primeiro contato com seu trabalho foi absurdamente revelador e instigante, a forma como ela descreve cada acontecimento em seu livro nos faz adentrar aqueles cenários como se fossemos parte dele, entretanto somente como observadores dos fatos sem interferências maiores.

Inicialmente a obra de Egan é um total mistério, passagens desconhecidas ao leitor, até que a autora começa revelar de forma mais clara os conflitos que cercam seus personagens, as questões envolvendo o pai de Anna e sobre como ele decidiu salvar sua família da miséria também é colocada de forma misteriosa ao leitor o que torna o livro cada vez mais interessante. Após alguns anos podemos acompanhar a trajetória que Anna deu a sua vida, já mais velha e empregada em um uma função nada convencional, ela trabalha no arsenal da marinha e continua sendo a mesma jovem sonhadora que foi na infância. Mesmo ainda nutrindo sonhos como quando criança Anna se torna a responsável pelo sustento de sua família, após o pai ter desaparecido, aos poucos ela vai se desenvolvendo na marinha e sobe de cargo.

“As vezes é mais dificil pedir a Deus alguma coisa para si mesmo.”

Após muitos anos a jovem não desistiu de achar seu pai, e entre as responsabilidades do trabalho e família ela investiga paralelamente o seu sumiço, Anna acaba descobrindo que ele estava envolvido com um mafioso chamado Dexter Styles, essa descoberta é um choque para a jovem que constatou o envolvimento do pai com crime.

A obra é um misto de crise financeira e guerra, conhecemos um pouco daquele período e temos como pano de fundo uma época de corrupção, mafiosos, gangsters e ilegalidade. O livro possui quase 500 páginas em alguns momentos a leitura torna-se meio lenta o que foi um pouco difícil de lidar, fora isso a autora entrega um trabalho digno muito bem realizado que me agradou muito.

Jennifer Egan é uma escritora reveladora, criativa, inteligente, e consegue ligar seus personagens com os fatos e circunstâncias que propõem em sua obra, uma característica admirável, a edição lançada pela editora Intrínseca é muito bonita, adorei a capa do livro que já remete um pouco do que ele irá contar. O livro levanta algumas questões importantes atualmente e que devem ser debatidas de forma mais profunda, isso também provoca algumas reflexões sobre essas questões o que coloca o leitor para pensar.

Enfim a obra vale ser lida e conhecida, recomendo para os que procuram algo criativo e instigante, com personagens sólidos e histórias reveladoras.

Espero muito que tenham gostado!

Jennifer Egan nasceu em Chicago e cresceu em São Francisco. Além do premiado A visita cruel do tempo, que ganhou o Pulitzer de Ficção 2011, é autora do best-seller The Keep e teve trabalhos publicados nas revistas New Yorker, Harper's Magazine, Granta, GQ, Zoetrope e Ploughshares. Por seus artigos de não ficção, escritos para a The New York Times Magazine, recebeu diversos prêmios jornalísticos. Atualmente, Egan vive no Brooklyn com o marido e os filhos.

Jennifer Egan nasceu em Chicago e cresceu em São Francisco. Além do premiado A visita cruel do tempo, que ganhou o Pulitzer de Ficção 2011, é autora do best-seller The Keep e teve trabalhos publicados nas revistas New YorkerHarper’s MagazineGrantaGQZoetrope e Ploughshares. Por seus artigos de não ficção, escritos para a The New York Times Magazine, recebeu diversos prêmios jornalísticos. Atualmente, Egan vive no Brooklyn com o marido e os filhos.

Xoxo.
Título Original: Manhattan Beach|Páginas: 446|Gênero: Romance|Editora: Intrínseca |Minha Avaliação: 5/5 |Comprar: Amazon


02 mar, 2019

[Resenha] O Verão Que Mudou Minha Vida-Jenny Han @intrínseca

O verão nunca foi minha estação preferida, até o momento minha visão sobre ele era de desconforto, mais Jenny Han com toda sua experiência e criatividade despertou um sentimento adormecido em mim há muito tempo. Fique menos frustada com o calor e senti aquele sensação de aconchego novamente lendo a obra “O verão que mudou minha vida”. o livro pode ser inicialmente descrito como reconfortante e alegre o que já nos desperta para uma história linda!

Sinopse: A vida de Isabel Conklin é marcada pelas férias de verão. As outras estações do ano são como um intervalo, dias que passam lentamente enquanto ela espera que o sol lhe traga de volta o que mais ama: o mar, descanso, diversão e, principalmente, Conrad e Jeremiah Fisher. Os garotos da família Fisher sempre estiveram ao lado de Belly em suas aventuras. Conrad é ousado, sombrio, inteligente. Já Jeremiah, é confiável, engraçado, espontâneo. Mesmo sendo tão diferentes, os três constroem uma amizade que parece inabalável. Apenas parece… Tudo muda quando, em uma dessas férias, Conrad demonstra sentir algo por ela. O problema é que Jeremiah faz o mesmo. À medida que os anos passam, Belly sabe que precisará escolher entre os dois e encarar o inevitável: ela vai partir o coração de um deles. Na trilogia Verão, acompanhamos Belly dos 15 aos 24 anos. Em meio a descobertas e mudanças, ela se apaixona, se envolve em um triângulo amoroso, entra na universidade e descobre que amadurecer também significa tomar decisões difíceis. Primeiros romances jovens de Jenny Han, os três livros são agora relançados pela Intrínseca, com novas capas e traduções inéditas. Skoob

“Belly” é uma jovem sonhadora com algumas paixões, na verdade são quatro ao todo, o verão, a casa de praia e o que vinha com ela, Jeremiah e Conrad, amigos desde pequenos, ela contava os dias e as horas quando verão se aproximava porque sabia para onde iriam e quem iria encontrar, quando já estavam na estrada e sua mãe dormindo no banco traseiro do carro enquanto Steve dirigia, Belly já imaginava como seria este verão e que muitas coisas tinham mudado inclusive ela tinha mudado e muito.

Elas eram tão familiares para mim quanto as que ouvia em casa, por isso sentia como se ja tivesse chegado ao nosso destino.

“Steven” era o irmão mais velho de Belly e vivia implicando com a jovem, neste inicio de verão não foi diferente mais com o passar dos dias na casa de praia as coisas ficaram estranhas e isso deixou Steven confuso, ele sempre foi muito amigo dos meninos Jeremiah e Conrad, neste ano em particular ele iria embora mais cedo, para visitar universidades com seu pai, como disse muitas coisas mudaram.

A casa de praia não era chique, era normal, habitável e confortável- com sofás de estofados velhos e desbotados e uma poltrona reclinável- eu e os meninos sempre brigávamos para ver quem ia se sentar nela.

“Jeremiah e Conrad” são unidos até certo ponto como irmãos e a vida dos dois esta uma verdadeira bagunça, eles tinham crescido assim como Steven e Belly, amadureceram mais algumas coisas na fase adulta machucavam demais, e os dois estavam passando por coisas deste tipo, Jeremiah sempre foi o mais divertido e alegre sempre fazendo piada de tudo e Steven ia na onda do amigo, o alvo sempre foi Belly desde pequena ela sofria com as brincadeiras dos dois. Conrad era mais reservado mais inteligente e esperto, porém não deixava de participar das algazarras de verão com seus amigos e se isso incluía zombar da irmã mais nova de Steven então que seja.

“Belly” sempre foi mais próxima de Jeremiah, eles tinham uma conexão diferente dos outros, eram amigos de verdade e não tinham segredos, a mãe dos meninos a adorava, Susannah era a melhor amiga da mãe de Belly e sempre se encontravam no verão para unir as “crianças” e se unirem na estação mais intensa do ano. Susannah nutria um amor de mãe por Belly dizia que a jovem era sua filha postiça e torcia para que ela ficasse com um de seus filhos, no fundo sabia que a doce menina gostava de Conrad desde sempre.

Este ano na casa de praia as coisas estavam diferentes, no inicio Belly não notou nada estranho, mais com o passar dos dias foi percebendo o quanto tinham mudado, todos eles, Steven menos que os outros ele ainda era o irmão chato e implicante, um pouco mais velho mais ainda era o Steven, Jeremiah ainda era divertido e alegre mais de forma diferente, já Conrad estava completamente sombrio e distante e quando as coisas ficaram complicadas ele só piorou tudo. O que Belly não sabia era o motivo de toda aquela mudança e isso a entristeceu e muito.Eu continuava sentindo exatamente a mesma coisa.

“Era como se eu estivesse no topo de uma montanha-russa, prestes a despencar”

Bells era uma menina meiga, delicada que passou a vida tentando se encaixar no grupo da casa de praia, sempre deixada de escanteio pelos meninos, ela ficavam chateada com a indiferença deles em muitos aspectos, mais como tudo na vida passa neste verão ela estava mais madura, mais bonita, com o corpo diferente, já tinha quase 16 anos e isso fez com que eles a vissem de outro jeito, demorou mais Belly conquistou a atenção do garotos e isso mudou sua vida.

” O que eu detestava era a sensação de ser diferente, de não pertencer ao grupo, eu detestava destoar dos outros , só queria ser como eles.”

Já li outra obra da autora emque ela trabalha uma outra estação, uma das minhas favoritas, o inverno, e maisuma vez me senti dentro dos cenários criados por ela, nesta obra pudecontemplar uma visão clara da praia , do mar, do sol e da alegria que envolviatodos na história.

O livro nos leva a um ambiente familiar, de amizade, amor e respeito, uma leitura inspiradora e motivacional até em alguns momentos, a escrita de Jenny é incrivelmente conquistadora, devorei cada capítulo ansiando por mais a  todo momento. O romance criado pela autora entre os personagens só tornava a história cada vez mais instigante.

Adorei a forma como a obra foi trabalhada, dividida em momentos atuais na casa de praia e lembranças da personagem principal de outros verões, dando uma visão clara dos acontecimentos das vidas de todos envolvidos, o drama vivido por eles me emocionou, especialmente tratando-se de algo tão delicado, me identifiquei com os jovens, com os sentimentos que a situação gerou neles, recentemente vivi algo similar e me senti exatamente como os personagens de Jenny Han.Fiquei deitada na cama, pensando que os romances de verão realmente começam e acabam rápido demais.

O livro se tornou um favorito para este ano, a edição que a editora publicou está linda, a capa possui um pequeno relevo na fonte que me lembra areia de praia, com cores vibrantes e ilustrações que remetem ao mar, uma edição linda com fonte e diagramação perfeitas.Uma das coisas que mais aprecio na escrita da autora é a forma misteriosa e de suspense que ela cria para os cenários de romance, sempre fazendo com que o leitor fique cada vez mais curioso sobre o relacionamento de Belly com seu atual namorado de verão, ou o que iria acontecer com Conrad?

Esse mistério me deixou maluca durante a leitura não vejo a hora de ler as demais obras e ver qual foi o destino deles.

Jenny Han nasceu na Virgínia, Estados Unidos, e cursou mestrado em escrita criativa pela New School. Sabe fazer um brownie perfeito, é ótima em inventar apelidos e tem paixão por livros de receitas. Sua série de TV preferida é Buffy – a caça-vampiros. Mora no Brooklyn, em Nova York.

Espero muito que tenham gostado da resenha, em breve volto aqui no blog e conto a vocês o que achei dos outros livros que compõem a trilogia, um grande beijo e até a próxima!

Original: The Summer I Turned Pretty  |Páginas: 233 | Gênero: Romance| Editora: Intrínseca |Ano: 2009/2019 |Minha Avaliação 5/5

09 fev, 2019

[Parceria] Editora Intrínseca – Lançamentos

Sabe aquela notícia que te faz refletir sua caminhada inteira, pois é, foi assim que me senti quando soube que seria a nova parceira da editora Intrínseca, ser parte da equipe de uma das editoras mais incríveis que conheço é uma honra, há três anos venho trabalhando do meu jeito particular para que isso acontecesse e fiquei extremamente feliz por ter conseguido.

Hoje quero compartilhar com vocês alguns dos lançamentos mais aguardados da editora, são livros que abordam assuntos diversos e que tenho certeza que serão leituras maravilhosas, em breve irei resenhar o meu escolhido de fevereiro aqui no blog. Vamos conferir!

Formato(s) de venda: livro, e-book 
Tradução: Carolina Selvatici 
Páginas: 320 
Gênero: Ficção 
Formato: 16 x 23 x 1,9 cm 
ISBN: 978-85-510-0369-5

E-ISBN: 978-85-510-0368-8 
Lançamento: 01/02/2019

Joan Lennon é uma menina de 10 anos com um dom surpreendente: ela é capaz de lembrar, com exatidão de detalhes, tudo que aconteceu com ela. Sabe quantas vezes a mãe disse “sempre dá certo” nos últimos seis meses, lembra dos dias e dos motivos para ter chorado, mas compreende também que nem todos têm essa capacidade. A maioria das pessoas, ela sabe, esquece as coisas, mas Joan não quer ser esquecida pelos outros. Então quando depara no jornal com um concurso cultural intitulado “Próximo Grande Compositor”, ela encontra a resposta: uma boa música é impossível de ser esquecida. Ela só precisa achar o colaborador perfeito. E é aí que entra Gavin Winters. Amigo de faculdade dos pais de Joan, Gavin é um ator famoso de Los Angeles que no momento enfrenta a dor terrível de ter perdido subitamente o namorado, Sydney. Depois de ter um vídeo seu em surto vazado na internet, Gavin decide dar um tempo na casa dos velhos amigos. Logo que se conhecem, Gavin e Joan fazem um acordo peculiar: ele vai ajudar Joan com a música e em troca a menina vai contar tudo que se lembra de Sydney. Mas o que no início era reconfortante acaba se tornando uma tortura no momento em que Gavin é obrigado a encarar o fato de que o namorado talvez estivesse escondendo alguma coisa. Emocionante e divertido, Os prós e os contras de nunca esquecer é um livro de estreia surpreendentemente encantador, para ser lido com Beatles tocando ao fundo.

Formato(s) de venda: livro, e-book
Tradução: George Schlesinger
Páginas: 448
Gênero: Não Ficção
Formato: 16 x 23 x 2,3
ISBN: 978-85-510-0413-5
E-ISBN: 978-85-510-0414-2
Lançamento: 22/01/2019

Um dos pais-fundadores da economia comportamental, Richard H. Thaler remonta neste livro a história dessa disciplina, dos seus primórdios nos anos 1970 até suas aplicações na atualidade. Com exemplos que vão das altas apostas do mercado financeiro até o que nos influencia no momento de escolha do jantar, o autor traça de forma leve e bem-humorada os principais conceitos dessa área de conhecimento, resultando em uma leitura essencial para todos aqueles que desejam se conectar com o futuro do pensamento econômico. Aliando as mais recentes descobertas no campo da psicologia à compreensão prática de incentivos e comportamento de mercado, o livro nos ajuda a tomar decisões mais inteligentes nos âmbitos pessoal e financeiro. Misbehaving revela como o estudo da imprevisibilidade humana pode ser útil para nossas vidas, negócios e governos, transformando assim a forma como pensamos sobre nós mesmos e o mundo.

Formato(s) de venda: livro, e-book
Tradução: Mariana Rimoli
Páginas: 240
Gênero: Ficção
Formato: 14 x 21 x 1,4
ISBN: 978-85-510-0444-9
E-ISBN: 978-85-510-0445-6
Lançamento: 14/01/2019

Uma garota. A primeira paixão. E um verão inesquecível.Sempre que chegam as férias de verão, Isabel Conklin deixa para trás sua vida monótona na cidade e vai com a família para Cousins Beach. A casa de praia é seu segundo lar, e é lá que Belly reencontra as pessoas que mais ama: a melhor amiga de sua mãe, Susannah, e os filhos dela, Conrad e Jeremiah. Ano após ano, ela tenta se aproximar de Conrad, mas nunca dá certo. Parece que o garoto nunca vai corresponder aos sentimentos de Belly. Dessa vez, no entanto, ela percebe algo diferente: Jeremiah passou a enxergá-la com outros olhos, e os dois estão cada vez mais próximos. Belly mudou. E esse verão tem tudo para ser o melhor de sua vida.

Formato(s) de venda: livro, e-book
Tradução: Carolina Selvatici
Páginas: 320
Gênero: Não Ficção
Formato: 14 x 21 x 1,6
ISBN: 978-85-510-0411-1
E-ISBN: 978-85-510-0412-8
Lançamento: 11/01/2019
Livro que deu origem a filme estrelado por Nicole Kidman, Russel Crowe e Lucas Hedges. Em seu elogiado livro de estreia, Garrard Conley revisita as memórias do doloroso período em que participou de um programa de conversão que prometia “curá-lo” da sua homossexualidade. Garrard — filho de um pastor da igreja Batista, criado em uma cidadezinha conservadora no sul dos Estados Unidos — foi convencido pelos próprios pais a apagar uma parte de si. Em uma  tentativa desesperada de agradá-los e de não ser expulso do convívio da família, ele quase se destruiu por completo, mas encontrou forças para buscar sua identidade e hoje é ativista contra as terapias de conversão. Tocante e inspiradora, a história de Garrard é um acerto de contas com o passado, um panorama complexo das relações do autor com a família, com a fé e com a comunidade. O livro é o testemunho dos traumas e das consequências de se tentar aniquilar parte essencial de um ser humano.

Formato(s) de venda: livro, e-book
Tradução: André Telles
Páginas: 576
Gênero: Ficção
Formato: 15,7 x 23 x 3,3
ISBN: 978-85-510-0363-3
E-ISBN: 978-85-510-0362-6
Lançamento: 09/01/2019

Uma grande expectativa toma conta da badalada cidade de Orphea, nos Hamptons. A população aguarda ansiosamente a estreia de seu primeiro festival de teatro. Mas o prefeito está atrasado para a cerimônia. A poucos metros dali, Samuel Padalin percorre as ruas desertas em busca da esposa. Diante da casa do prefeito, um corpo é encontrado. E, no interior da residência, a cena é ainda pior: uma família inteira foi assassinada com extrema violência. Vinte anos após a resolução do homicídio, novos fatos mudarão para sempre a história de Orphea. A jornalista Stephanie Mailer confronta as autoridades e afirma que houve um gravíssimo erro na investigação. Então, ela desaparece. O que aconteceu com a jornalista? E o que de fato ocorreu em 30 de julho de 1994? Em uma narrativa repleta de reviravoltas e sequências inesperadas, o premiado escritor Joël Dicker se reafirma como uma das vozes mais criativas do momento ao entrelaçar brilhantemente diversos personagens e tramas. Um livro intrigante, ao mesmo tempo sofisticado, divertido e marcado por uma fina ironia.


Formato(s) de venda: livro, e-book
Tradução: Stephanie Fernandes e Thaís Paiva
Páginas: 528
Gênero: Ficção
Formato: 16 x 23 x 3
ISBN: 978-85-510-0398-5
E-ISBN: 978-85-510-0399-2
Lançamento: 20/02/2019

Mais de uma década após o sucesso de A menina que roubava livros, Markus Zusak traça a saga de uma família em busca de redenção. Se em A menina que roubava livros é a morte quem conta a história, em O construtor de pontes, novo romance de Markus Zusak, presente e passado se fundem na voz de outro narrador igualmente potente: Matthew, o filho mais velho da família Dunbar. Sentado na cozinha de casa diante de uma máquina de escrever antiga, ele precisa nos contar sobre um dos seus quatro irmãos, Clay. Tudo aconteceu com ele. Todos mudaram por causa dele. Anos antes, os cinco garotos haviam sido abandonados pelo pai sem qualquer explicação. No entanto, em uma tarde ensolarada e abafada o patriarca retorna com um pedido inusitado: precisa de ajuda para construir uma ponte. Escorraçado pelos jovens e por Aquiles, a mula de estimação da família, o homem vai embora novamente, mas deixa seu endereço num pedaço de papel. Acontece que havia um traidor entre eles: Clay. É Clay, então, quem parte para a cidade do pai, e os dois, juntos, se dedicam ao projeto mais ambicioso e grandioso de suas vidas: uma ponte feita de pedras e também de lembranças — lembranças da mãe, do pai, dos irmãos e dele mesmo, do garoto que foi um dia, antes de tudo mudar. O tempo, assim como o rio sob a ponte, tem uma força avassaladora, capaz de destruir, mas também de construir novos caminhos. O construtor de pontes narra a jornada de uma família marcada pela culpa e pela morte. Com uma linguagem poética e inventiva, Markus Zusak nos presenteia mais uma vez com uma história inesquecível, uma trama arrebatadora sobre o amor e o perdão em tempos de caos.

A editora possui uma catálogo de encher os olhos, obras valiosas e com abordagens intrigantes são publicadas pelas mesma, a qualidade dos livros também é nítida eu adoro as edições, minha última leitura inclusive foi da Intrínseca e já tem resenha aqui no blog, não deixem de conferir! 😀

São tantos livros bons, que fiquei curiosa para ler todos eles, escolhi uma das obras e em breve venho compartilhar com vocês aqui no blog, e você qual livro irá ler desses lançamentos incríveis? Enfim este ano será incrível, mais um vez gostaria de expressar minha gratidão pela oportunidade de parceria espero ter muitos conteúdos legais para trazer á vocês aqui no blog, até breve!
05 fev, 2019

[Resenha] Mitologia Nórdica – Neil Gaiman @intrínseca

“Prepare-se para uma jornada que o levará da origem do universo até o fim do mundo”
 
Minha primeira experiência com Neil Gaiman não poderia ter sido mais significativa, uma leitura leve, descontraída, sobre um conteúdo curioso e diferente de tudo que ja tinha lido até o momento. Mitologia é algo que desconhecia profundamente, me lembrava vagamente do termo apenas isso, e neste livro magnifico me surpreendi e me apaixonei pela coisa toda logo de inicio. Espero que apreciem a resenha assim como eu apreciei cada pedacinho dessa leitura.

“Antes do princípio não havia nada – nem terra, nem paraíso, nem estrelas, nem céu – existia apenas o mundo feito de névoa, sem forma nem contorno, e o mundo feio de fogo, eternamente em chamas.” Pág 27.

 
Sinopse: Neil Gaiman tem sido inspirado pela mitologia antiga na criação dos reinos fantásticos de sua ficção. Agora ele volta sua atenção para a fonte, apresentando uma versão bravura das grandes histórias do norte. Na mitologia nórdica, Gaiman permanece fiel aos mitos ao prever o maior panteão dos deuses nórdicos: Odin, o mais alto dos altos, sábios, ousados ​​e astutos; Thor, filho de Odin, incrivelmente forte, mas não o mais sábio dos deuses; E Loki-filho de um irmão de sangue gigante para Odin e um malandro e insuperável manipulador. Gaiman modela essas histórias primitivas em um arco romântico que começa com a gênese dos nove mundos lendários e mergulha nas façanhas de deidades, anões e gigantes. Uma vez, quando o martelo de Thor é roubado, Thor deve disfarçar-se como uma mulher – difícil com sua barba e enorme apetite – para roubá-lo de volta. Mais pungente é o conto em que o sangue de Kvasir – o mais sagaz dos deuses – se transforma em um hidromel que infunde bebedores com poesia. O trabalho culmina em Ragnarok, o crepúsculo dos deuses e o renascimento de um novo tempo e de pessoas. Através da prosa hábil e espirituosa de Gaiman surgem esses deuses com suas naturezas ferozmente competitivas, sua susceptibilidade a ser enganados e enganar os outros e sua tendência a deixar a paixão inflamar suas ações, fazendo com que esses mitos há muito tempo respirem uma vida pungente novamente. Skoob
Ao iniciarmos a leitura temos uma breve explicação do autor sobre o assunto de seu livro, ele nos fornece algumas características específicas de seu trabalho, fala um pouco com o leitor sobre os motivos que o levaram a escrever sobre mitologia, e nos mostra alguns detalhes muito importantes e interessantes sobre os personagens que irá compor os contos. Foi uma introdução que no meu caso se tornou fundamental para o melhor entendimento do que eu iria ler.
Neil Gaiman fala nesta introdução sobre três personagens que ao longo da leitura se tornaram os mais citados e ao meu ver os mais importantes, Thor, Loki e Odin, são estes três que passamos a acompanhar junto de cenários e situações das mais inusitadas possíveis. O autor mescla acontecimentos cômicos e tensos ao mesmo tempo e aos poucos conhecemos a história de cada deus, seus defeitos e qualidades são visíveis para o leitor.

“Enquanto recontava esses mitos, tentei me imaginar muito tempo atrás, nas terras onde essas histórias foram contadas pela primeira vez, durante as longas noites de inverno, quem sabe sob o brilho da aurora, ou então sentado ao ar livre durante a madrugada, ainda acordado sob a luz interminável no auge do verão cercado de pessoas que queria saber o que Thor fez, o que era o arco-íris, como levar a própria vida e de onde vem a poesia ruim.”Pág 13

“Mitologia Nórdica” é um livro composto por 15 contos, através deles temos o conhecimento do inicio dos tempos até o seu fim, uma escrita estimulante e que cativa o leitor foi a que Neil Gaiman usou em sua obra, em cada conto me via mergulhada no mundo dos deuses e suas vivências, gigantes, tomaram conta dos meus dias de leitura, vi Loki inúmeras vezes com suas tramoias e trapassas em meus sonhos a noite, há muito tempo não me sentia tão conectada com uma leitura como me senti com está.
O autor se dedicou muito ao escrever o livro, ele foi fruto de uma pesquisa e bastante estudo e no final foi feita a reprodução desses contos de forma impecável. A leitura se torna tão gostosa e natural, muitas vezes engraçada com o fatos que Thor vivência que fica difícil não bajular o autor por isso.
Mesmo que eu não tenha lido muitos livros sobre mitologia e não conhecendo esse mundo paralelo nunca me passou pela cabeça que com uma obra tão bem elaborada eu já fosse me tornar fã do assunto, é claro que dei uma pesquisada a mais sobre tudo que li aqui, entretanto acredito que ainda preciso de mais livros como este para entender esse universo Nórdico.

“Ele viaja para todos os cantos sob disfarce, querendo ver o mundo como as pessoas comuns. Quando caminha entre nós, é na forma de um homem alto usando manto e chapéu”.Pág 20

A edição do livro está linda demais, a editora caprichou muito, e entre está capa das fotos que vocês podem ver por aqui e a outra meio azulada eu ainda prefiro esta preta com dourado e um toque de rose gold no final do martelo de Thor, a esse cabo tem história que rende uma noite, rs entendedores entenderão.Ainda sobre a obra, fiquei apaixonada pelos contos e agora percebo que gosto desse tipo de conteúdo, graças a escrita fluída e dedicada do autor me tornei fã desse trabalho que ele realizou e já adquiri outras obras do mesmo para ter mais contato com sua escrita, realmente iniciei 2019 com uma leitura digna.

Um das coisas que gostei no livro é divisão de capítulos curtos e que de certa forma deixam um gostinho de quero mais, quando estava quase acabando de ler um conto pensava nossa ele podia estender um pouquinho mais aqui eita história boa.
Por fim só queria deixar registrado o quanto gostei da leitura e da escrita do autor, os personagens mais marcantes deste livro sem dúvida é Thor e Loki pelo menos na minha opinião foram eles que tornaram a obra tão interessante, estou louca para ler os próximos livros dele, já separei alguns e em breve volto aqui para contar tudo a vocês.

Neil Gaiman nasceu em Hampshire, Inglaterra, e hoje vive perto de Minneapolis, nos Estados Unidos. Descobriu seu amor pelos livros na infância e devorava as histórias de C.S. Lewis, J.R.R. Tolkien, James Branch Cabell e Edgar Alan Poe, entre outros autores. Começou a carreira como jornalista, mas logo o talento para construir tramas e universos únicos o levou para o mundo dos quadrinhos, com a aclamada série Sandman, e depois para a ficção adulta e infantojuvenil. Suas obras receberam inúmeros prêmios e medalhas e foram adaptadas em bem-sucedidas versões para cinema, televisão e até ópera.

 
Título Original: Norse Mythology| Páginas: 288| Editora Intrínseca| Compre: Amazon|
Avaliação: 5/5
07 maio, 2018

[Resenha] Para Todos Os Garotos Que Já Amei – Jenny Han

Sempre tive um sensação muito boa sobre este livro, a autora já é muito conhecida e eu estava cada vez mais curiosa para conhecer seu trabalho, foi então que entendi o motivo de gostarem tanto da escrita de Jenny Han, Para todos os garotos que já amei me conquistou de uma forma cativante e me empolguei demais com as possibilidades da história, espero muito que gostem!

Sinopse:  Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa azul-petróleo que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. Uma para cada garoto que amou — cinco ao todo. São cartas sinceras, sem joguinhos nem fingimentos, repletas de coisas que Lara Jean não diria a ninguém, confissões de seus sentimentos mais profundos. Até que um dia essas cartas secretas são misteriosamente enviadas aos destinatários, e de uma hora para outra a vida amorosa de Lara Jean sai do papel e se transforma em algo que ela não pode mais controlar.

Lara Jean é a filha do meio e possui uma relação de amizade e parceria com suas irmãs, Margot é a mais velha é a que cuida da família de uma forma especial e com a responsabilidade que assumiu quando a mãe morreu, sempre muito correta e com muita coragem Margot enfrentou todos os desafios para ajudar seu pai a criar suas irmãs e para manter a organização da casa. Kitty é a irmã mais nova, porém as vezes parece ser a mais sábia das três em muitas questões, muito determinada Kitty possui uma característica muito forte quando se trata de conseguir o que quer.

“Para que uma coisa dê errado de um jeito tão colossal e horrível, tudo precisa acontecer na ordem certa e no momento certo, ou, nesse caso, no momento errado.”

As meninas tiveram que amadurecer de forma muito rápida desde da morte da mãe, para ajudar o pai que é médico e possui uma rotina muito corrida elas se organizam e seguem a liderança de Margot, entretanto ela está indo para faculdade o que significa que Lara a jovem tímida e recatada terá que assumir algumas responsabilidades que sua irmã irá deixar para trás.

“Quando uma pessoa fica longe muito tempo, você começa a guardar na memória todas as cosias que quer contar. Tenta manter tudo organizado na cabeça. Mas é como tentar segurar um punhado de areia: os grãos mais finos escapam da mão, e, de repente, você só está segurando ar e brita. É por isso que não se pode tentar guardar tudo assim.”

Nossa protagonista é uma jovem sonhadora e escritora também possui um hábito peculiar, escreve cartas para garotos que já amou e as guarda em um lugar muito especial, uma romântica como muitas de sua idade Lara é delicada e muito amiga junto de suas irmãs elas forma um trio perfeito apelidado carinhosamente de as irmãs Song.
Quando as cartas secretas de Lara começam a ser enviadas misteriosamente sua vida vira de ponta cabeça, sua irmã mais velha já esta longe, estudando em outro país, sua amiga mais próxima é meio problemática o que obriga Jean a enfrentar todas as consequências a seguir sozinha. Uma delas é fingir um namoro com um doa caras mais conhecidos da escola.
A leitura é entre tantas outras coisas encantadora, um livro cativante que me remeteu a minha própria adolescência e as enrascadas em que eu me metia com facilidade assim como Lara Jean, as personagens criadas neste livro são muito familiares para mim, sou a irmã do meio, minha irmã mais nova tem muitas das características de Kitty e minha irmã mais velha é uma Margot por completa, o que mais me conquistou foi essa semelhança, parecia que estava embarcando em minha própria jornada foi fascinante.

– Você só gosta de caras com quem não tem chances, porque tem medo. Do que você tem tanto medo?– Não tenho medo de nada. -Até parece. Você prefere criar uma versão idealizada de alguém na sua mente a ficar com a pessoa.”

Jenny Han ganhou mais uma fã, como era de se esperar gostei muito do livro e da escrita da autora que foi feita de uma forma leve, criativa e com personalidade, principalmente ao criar personagens e acontecimentos tão autênticos e relacionados com a vida real, afinal muitas meninas já escreveram cartas para seus namoradinhos da escola, isso é coisa típica da minha época, onde não existia celular ou computador com tanta facilidade como hoje, uma coisa romântica de se fazer nessa idade vivida por tantas jovens. Foi uma experiência maravilhosa conhecer este primeiro livro, e estou muito curiosa pelo próximo qual será o destino que a autora preparou para Lara e Peter? Estou torcendo pelo envolvimento definitivo desses dois com toda certeza.
Espero muito que vocês tenham gostado, um grande beijo e até a próxima.

Romance| 320 Páginas Editora Intríseca|Compare & Compre: SubmarinoSaraivaAmazon| Classificação: 5/5| Skoob
22 jan, 2016

Resenha Como Eu Era Antes De Você JoJo Moyes

Sempre fui apaixonada por romance, ler sobre relacionamentos é algo que gosto muito, nessa leitura além do romance existe uma história emocionante e sensível sobre a vida de duas pessoas, que se cruzam em uma oportunidade na única e ambas terão que lidar com os sentimentos que surgiram ao longo desse encontro.

Sinopse: Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Sua vidinha ainda inclui o trabalho como garçonete num café de sua pequena cidade – um emprego que não paga muito, mas ajuda com as despesas – e o namoro com Patrick, um triatleta que não parece muito interessado nela. Não que ela se importe. Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor tem 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de ter sido atropelado por uma moto, o antes ativo e esportivo Will agora desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Sua vida parece sem sentido e dolorosa demais para ser levada adiante. Obstinado, ele planeja com cuidado uma forma de acabar com esse sofrimento. Só não esperava que Lou aparecesse e se empenhasse tanto para convencê-lo do contrário.Uma comovente história sobre amor e família, Como eu era antes de você mostra, acima de tudo, a coragem e o esforço necessários para retomar a vida quando tudo parece acabado.

Louisa tem 25 anos e mora com seus pais, sua irmã mais nova, sobrinho, e avô, todos em uma casa simples humilde de poucos cômodos o que sempre foi um problema para ela, sua vida seguia tranquila e estável mesmo diante de algumas dificuldades. Até que o café onde trabalha fecha e ela se vê desempregada em uma cidade de poucas oportunidades, diferente da irmã Louisa nunca foi muito de estudar e ter interesses além dos limites do lugar onde vivia, e por isso sempre foi alvo de comentários entre seus familiares e vizinhos de toda a parte, ela se vê obrigada a procurar emprego no centro comunitário de trabalho onde vive, com poucas opções e depois de uma lista um tanto fora do comum que vai desde uma fábrica de frangos até dançarina ela identifica uma oportunidade como cuidadora, porém não tem experiência nenhuma nessa área.

Mesmo assim sabendo que os pais contam sua ajuda financeira na casa ela tenta uma entrevista e descobre que irá trabalhar com um tetraplégico Will Traynor, que aos 35 anos esta preso a uma cadeira de rodas, ja fazem dois anos que ele ficou assim, devido a um acidente envolvendo um pedestre e um motociclista, no começo foi muito difícil lidar com Will e com sua mãe Camilla, suas vidas eram completamente diferentes da vida que Louisa levava, eles eram ricos bem sucedidos e cheios de problema como todos, Will em especial por sua condição física era arrogante, irônico e muito mal educado com ela, todas as suas tentativas de aproximação no inicio foram frustadas mais ela precisa do trabalho, do dinheiro que receberia por isso e continuou dedicada até conseguir se aproximar de dele, aos poucos ela começou a entender os motivos que o levava a ser tão mal humorado, sua dores constantes e a falta dos movimentos o deixavam sem expectativas de vida.
Louisa conheceu também Nathan o enfermeiro particular de Will e ela pode contar com ele para apreender a lidar melhor com tudo aquilo, ele a ensinou coisas básicas mais de fundamental importância para bem estar de Will, aos poucos eles foram se aproximando e ela estava bem adaptada em seu novo emprego já sabendo lidar melhor com a função de cuidadora, criou confiança e um afeto por ele ao qual ela não imaginava o mesmo aconteceu com Will, ele se viu encantado com aquela moça de 25 anos com um gosto peculiar para roupa e diferente de tudo que ela já havia conhecido.
Depois de sua adaptação nossa protagonista descobre algo terrível a respeito de Will e seu coração de despedaça, as coisas ficam tensas e ela perde o rumo mais vez, com sentimentos muito confusos Louisa não sabe mais irá viver uma linda história de amor, amizade companheirismo e acima de tudo compreensão.
Um romance emocionante, dotado de lições e a maior delas é a empatia, o dom de se colocar no no lugar do próximo, com uma escrita leve e fluída a autora conquista sei leitor desde do inicio da obra, espero ter a oportunidade de ler os próximos livros que compõem esta história.
Beijos!
Título Original: Me Before You |Páginas: 320|Editora: Intrínseca|Compre: Amazon
Minhas Avaliação: 5/5
04 ago, 2015

Resenha Garota Exemplar Gillian Flynn

Se tem uma coisa que eu gosto nessa vida é de um bom suspense, o livro Garota Exemplar abordou esse gênero de uma forma singular e foi me conquistando capítulo por capítulo, o final dessa história me causou certo arrepio, espero que gostem da resenha.

Sinopse: Desde sua publicação, em 2012, Garota exemplar tornou-se sucesso de público e crítica, alcançando o topo das mais prestigiadas listas de mais vendidos ao redor do mundo e consagrando sua autora, Gillian Flynn, como a mais aclamada escritora de suspense da atualidade. Agora, a trama sobre o casamento que sai tragicamente dos eixos chega aos cinemas, numa superprodução da Twentieth Century Fox dirigida por David Fincher (A rede social e Clube da luta) e estrelada por Ben Affleck e Rosamund Pike. O roteiro é assinado pela própria Gillian Flynn.

“Garota Exemplar” é aquele tipo de leitura que te prende do inicio ao fim, uma leitura instigante que proporciona um suspense ao leitor de roer a unhas, o livro aborda uma complicada relação e acompanhamos o desenrolar do mistério de boca aberta.
Amy é linda e inteligente e acaba desaparecendo na manhã de aniversário de casamento, ela é casada a 5 anos com Nick, e seu marido fica desesperado ao chegar em sua casa e se deparar com uma desordem e o sumiço de Amy. Após uma sequência de acontecimentos todas as suspeitas recaem sobre Nick que se comporta de uma maneira fria e até indiferente, mais que não prova sua culpa no sumiço e suposto assassinato de Amy.
Nick se torna um homem confuso durante a investigação do sumiço de sua esposa, e as coisas ficam cada vez mais tensas entre ele seus familiares e a polícia, o que ninguém imagina é a teia de mentiras e teatro em que estão envolvidos e o leitor fica cada vez mais querendo dar um berro toda vez que a leitura o leva pensar algo suspeito em relação ao sumiço de Amy, onde ela está? Está viva? Se não foi o Nick quem foi? Esses questionamentos me pegaram diversas vezes enquanto lia a obra de Flynn.
Ao contrário de muitos leitores eu não estava esperando pelo fim que a autora resolveu dar a sua obra e fiquei perplexa com o que aconteceu, no final do livro eu o fechei e respirei fundo e confesso a vocês que até hoje a sombra por traz de tudo aquilo que li me incomoda, o suspense foi tão bem construído que eu marinheira de primeira viagem com suspense fiquei marcada para sempre por ele.
Garota exemplar é um dos meus livros favoritos do gênero e ganhou adaptações no cinema, pelas críticas ficou tão boa quanto o livro mesmo e espero em breve ter a oportunidade de assistir. Espero que tenham gostado, vejo vocês na próxima, beijos!
Título Original: Garota Exemplar|Gênero: Ficção|Suspense|Páginas:448|
Editora: Intrínseca|Minha Avaliação: 5/5
19 jul, 2015

Resenha Cidades De Papel John Green

John Green é um escritor que conquistou muitos fãs pelo mundo todo, quando tive contato a primeira vez com uma obra sua foi lendo a culpa é das estrelas que a propósito foi um livro sensacional que me emocionou muito e me trouxe grandes lições, enfim resolvi ler Cidades De Papel e ver como o autor desenrolou a história de Margo e Quentin. Nesta obra não tive muitos momentos positivos durante minha leitura e algumas coisas me incomodaram um pouquinho, espero que gostem da resenha!

Sinopse: Em Cidades de papel, Quentin Jacobsen nutre uma paixão platônica pela vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman desde a infância. Naquela época eles brincavam juntos e andavam de bicicleta pelo bairro, mas hoje ela é uma garota linda e popular na escola e ele é só mais um dos nerds de sua turma. Certa noite, Margo invade a vida de Quentin pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola, esperançoso de que tudo mude depois daquela madrugada e ela decida se aproximar dele. No entanto, ela não aparece naquele dia, nem no outro, nem no seguinte.Quando descobre que o paradeiro dela é agora um mistério, Quentin logo encontra pistas deixadas por ela e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava que conhecia.

Quentin está terminando a escola e como todo adolescente que possui paixões ele não é diferente a razão dos olhos desse jovem brilharem chama se Margo Spielgelman sua vizinha. Eles se conhecem desde da infância e foram marcados por uma situação que viveram juntos, quando mais novos encontraram um homem morto em um parque perto de onde moravam.
Após alguns anos os jovens seguem caminhos diferentes ela se torna a garota mais amada da escola e atrai olhares de todos o garotos. Ele um simples estudante em busca de um lugar ao sol. Cada um deles tinha seus próprios amigos e não se falaram muito desde então.
Em uma noite nada comum Margo invade o quarto de Quentin, ela decide convida-lo para sair por algum motivo que ele desconhecia, mais sua fascinação pela garota o leva a aceitar. Durante essa aventura noturna Margo conta com a ajuda de Quentin para visitar alguns amigos, durante a visita eles fizeram algumas coisas nada legais, era um tipo de vingança, também invadiram locais proibidos coisa tipica de adolescente.
Q tinha vivido o que ele chamou de a melhor noite de sua vida, e ficou muito feliz de ter aceitado o convite de Margo, entretanto no dia seguinte ela some, como não é a primeira vez que a jovem faz isso todos começam a procurar as pistas, porque ela tem esse costume de deixar pistar para que a achem. O sumiço de Margo se estende por mais tempo que o comum e as pessoas começam a se preocupar com ela. Nesse momento Quentin decide ir em busca de Margo, após encontrar uma mensagem em sua janela, o jovem se reuni com um amigo e parte para acharem sua vizinha e paixão de infância.
A escrita do autor ainda que não tenha gostado tanto da obra foi fluída até certo ponto eu consegui acompanhar bem a trama, em alguns momentos me perdi nos pensamentos dos personagens e fiquei confusa quanto a intenção de cada um presente na história.
O título do livro é explicado por Margo, uma personagem que na minha opinião sofre uma profunda depressão pelas desilusões da vida, com sentimentos conturbados e que sem querer arrastou Quentin para o meio de tudo isso. Outro fator que me incomodou muito, apesar de estar relacionado a fatos da vida real.
A amizade é um tema muito vivido durante a leitura e isso confesso a vocês me agradou bastante, durante a busca por Margo notamos a aproximação de Quentin ao seu grupo de amigos, outro fator interessante sobre a obra é o suspense, sem duvida John Green soube trabalhar bem as questões que envolvia o sumiço de margo, ponto positivo para o autor.
Apesar de em muitos momento a leitura ter se tornado cansativa, tentei levar ao máximo que pude de forma esportiva, mais acredito que é algo que o autor precise trabalhar melhor porque se essa é sua característica de escrita não esta indo muito bem. Infelizmente não me senti motivada com a leitura, pelo contrario me levou ao um estado de desanimo mesmo.
O livro não me surpreendeu em vários aspecto, mais o final foi o mais sem graça possível, e sei que estou sendo muito sincera, mais foi o que senti durante a leitura não posso negar ou mudar o que senti com a obra.
Aos que gostaram de Cidades de papel eu respeito, mais infelizmente não foi uma leitura tão positiva no meu caso como leitora, até breve! Beijos!
Título Original: Cidades de papel|Gênero: Literatura Estrangeira|Páginas:368|
Editora: Intrínseca|Minha Avaliação: 2/5
08 jul, 2015

Resenha O Lado Bom Da Vida Matthew Quick

Quando passamos por muitos problemas e perdemos pessoas que amamos, as coisas em nossa mente podem se tornar confusas e difíceis, “O Lado Bom Da Vida” é o tipo de leitura que nos ensina como lidar com essas situações.

Sinopse: Pat Peoples, um ex-professor na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele ‘lugar ruim’, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um ‘tempo separados’. Tentando recompor o quebra-cabeça de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com o pai se recusando a falar com ele, a esposa negando-se a aceitar revê-lo e os amigos evitando comentar o que aconteceu antes de sua internação, Pat, agora viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida.

Pat nosso protagonista é professor e estava internado em uma clínica psiquiátrica, sua memória esta muito confusa e ele não se lembra direito os motivos que o levaram para lá, o que ele recorda é de uma briga com sua esposa e um pedido para ele se afastar um pouco dela. Pat tem alta do hospital onde estava e procura seus pais pois não tem lugar para morar no momento. Esse período que ele está longe de Nikki se chama “tempo separados” ele o nomeou assim porque acredita profundamente que irá voltar para sua mulher, ele está determinado a mostrar que merece uma nova chance.

Para alcançar seu objetivo Pat começa a fazer coisas das quais não fazia antes quando casado, ele se exercita, lê muito e tenta ser gentil mesmo quando é difícil. Ele está confuso não consegue se lembrar dos fatos que o levaram até ali e seus amigos e família não conversam com ele sobre o passado.

No meio do caminho a essa reconquista ele conhece Tiffany e cria uma laço de carinho e compreensão que só o amor é capaz de explicar, como Pat se tornou viciado em atividades físicas os dois correm juntos de manhã cedo, no inicio ele nega a presença da mulher que também passou por problemas difíceis depois que seu marido morreu e vive a base de calmante, porém com a convivência com seu mais novo amigo a viúva descobre que existe um outro lado da vida.

O livro é extremamente envolvente, os personagens possuem uma mente peculiar diferente do que estamos habituados e isso torna a escrita e história diferenciada, adorei a forma como a obra foi narrada instigando o leitor o tempo todo.

Com uma adaptação para os cinemas a leitura nos mostra um romance incrivelmente motivacional e inusitado, duas almas perdidas em suas dores que se encontram na dança com um único objetivo recomeçar, a sensação de liberdade ao ler esta obra é sensacional.

Uma escrita fluída com pitadas de drama tornam o livro muito especial em vários momentos, gostei muito da história de Matthew. Espero que tenham gostado da resenha!

Um grande beijo e até a próxima!

Título Original: O Lado Bom Da Vida|Gênero: Ficção|Drama|Páginas:256|
Editora: Intrínseca|Minha Avaliação: 4/5