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25 out, 2017

Resenha O Ano Em Que Disse Sim Shonda Rhimes

Olá pessoas lindas, na resenha de hoje vim contar um pouco pra vocês da minha experiência lendo a obra da talentosa Shonda, eu não conhecia muito o trabalho dela, sabia sobre as séries que ela escrevia mais não imaginava encontrar na leitura, ensinamentos tão bons e válidos como encontrei, um relato incrível de episódios e situações vividos por ela que serviram de exemplo em muitos aspectos em minha vida, espero que gostem tanto quanto eu!

Sinopse:Um livro motivador da aclamada e premiada criadora e produtora executiva dos sucessos televisivos Grey’s Anatomy, Private Practice e Scandal, e produtora executiva de How to Get Away with Murder.Você nunca diz sim para nada. Foram essas seis palavras, ditas pela irmã de Shonda durante uma ceia de Ação de Graças, que levaram a autora a repensar a maneira como estava levando sua vida. Apesar da timidez e introversão, Shonda decidiu encarar o desafio de passar um ano dizendo “sim” para as oportunidades que surgiam. Os “sins” iam desde cuidar melhor de sua saúde até aceitar convites para participar de talk shows e discursos em público. Além disso, Shonda deu um difícil passo: dizer sim ao amor próprio e ao seu empoderamento. Em O Ano em que disse sim, Shonda Rhimes relata, com muito bom humor, os detalhes sobre sua vida pessoal, profissional e como mergulhar de cabeça no “Ano do Sim” transformou ambas e oferece ao leitor a motivação necessária para fazer o mesmo em sua vida.

“O Ano Em Que Disse Sim” é um livro sobre a intimidade da autora, sobre suas dificuldades, suas mudanças e atitudes que precisou tomar ao longo de sua vida, acima de tudo é uma história de amor consigo mesma. Shonda nos conta de forma descontraída e divertida tudo que mudou em sua vida após um dia de ação de graças, neste dia sua irmã em meio a uma conversa calorosa e um peru assando, lhe disse algumas palavras que por um instante fizeram todo sentido do mundo.

“Você Nunca Diz Sim A Nada”

Shonda percebeu o quanto aquelas palavras eram verdadeiras e depois de uma longa autoanálise resolveu que diria Sim, a partir daquele momento ela diria sim, para viagens, reuniões, entrevistas, programas, e principalmente ela diria Sim para sua vida, suas filhas, sua casa, seus amigos, e sua família.
A vida da nossa autora e protagonista mudou, o ano do sim foi um ano de dificuldades, de superações e mudanças radicais, de medos que teriam que ser enfrentados, foi um ano intenso, de muio trabalho físico e principalmente mental, Shonda mudou seus hábitos, sua rotina e notou o quanto aquilo estava lhe fazendo bem, o quanto foi positivo dizer sim e o absorveu, da melhor maneira possível, ela abraçou com carinho todos os resultados dessa atitude.
A leitura é intencionalmente motivadora, nos cativa e nos mostra que a vida não é perfeita nem mesmo para uma escritora famosa e reconhecida, a vida é feita de desafios e Shonda nos mostra isso nitidamente em seu livro, uma escrita leve e detalhista em muitos aspectos, foi um grande prazer conhecer a história da autora e suas conquistas,
Espero que tenham gostado um grande beijo e até  próxima!
Autobiografia| 250 Páginas | Skoob | Compare & Compre: Submarino  • SaraivaAmazon| Classificação: 5/5
22 out, 2017

Resenha Meia Noite Em Pequim Paul French

Meia Noite Em Pequim” é um livro  extremamente intenso,
com um relato forte e marcante sobre o assassinato de uma jovem chamada Pâmela
Werner
,  foi surpreendente ler essa não
ficção e conhecer um pouco do trabalho do autor que já se tornou um
favorito,  uma estória que vale cada
capítulo de leitura, espero que gostem!

Sinopse: Pequim, 1937 Na manhã fria de 8 de janeiro, o corpo da jovem Pamela Werner, filha de Edward Werner – ex-cônsul britânico e personalidade respeitada pela comunidade local –, é encontrado em um terreno baldio. Mutilada e com marcas de espancamento, a vítima teve todo seu sangue drenado e seu coração arrancado. Um cenário cruel que levou medo às ruas decadentes de Pequim e ao Bairro das Embaixadas, morada de ricos estrangeiros e de poderosos diplomatas que criavam suas próprias leis. Um maníaco, vingança ou apenas azar? Motivação política ou retaliação do inimigo japonês? Quem seria capaz dessa barbárie e por quê? A ocupação da China pelas tropas japonesas é inevitável e o governo de Pequim, instável e corrupto, está prestes a abandonar sua população à própria sorte. É apenas uma questão de tempo até que esse inebriante mundo de regalias, escândalos, superstições, clubes de elite e casas de ópio desmorone, arrastando chineses e estrangeiros. E nesse período conturbado, onde os senhores das guerras agem em benefício próprio e as incertezas tomam conta de todos, os detetives Han, da polícia chinesa, e Richard Dennis, ex-membro da Scotland Yard, correm contra o tempo para juntar as pistas e solucionar o caso de Pamela antes da temida invasão. Setenta e cinco anos após esses acontecimentos, o pesquisador Paul French reconstitui uma história verídica e desvenda os mistérios por trás desse assassinato brutal enquanto retrata com riqueza de detalhes os últimos momentos da Pequim colonial.

Quando a jovem Pamela foi encontrada em uma vala na Torre da
raposa em Pequim, seu pai já estava procurando por ela á muitas horas, já havia passado por todos os bairros e locais populares da cidade onde vivia, ele
finalmente viu um aglomerado de gente e viu uma moça loira e nova morta, à crueldade da morte de Pamela foi tanta que a priore ela estava
irreconhecível, mais não para ETC Werner seu pai.

” Minha primeira impressão foi de que estava olhando para um animal, em vez de para um ser humano. Ele tem o rosto comprido, olhos muito grandes, um pronunciado nariz aquilino ( o que foi notado pelo puxador de riquixá na noite do assassinato) e um corpo ( apenas parcialmente coberto por um quimono, como é seu costume) evidentemente todo coberto com pelos escuros.”

No local onde o corpo foi deixado foram designados três
homens que se tornaram responsáveis pelo caso, o coronel Han, Thomas e o detetive Dennis, eles fizeram uma busca pelo local e avaliaram a possível cena de
crime dando inicio a investigação mais difícil já vista na história da china.

O livro apresenta uma proposta intensa onde conhecemos um
pouco das história local, e o momento que a china está vivendo passando por um
período de guerra e sofrimento, os moradores de Pequim estavam devastados pela violência constante, crimes sem solução e assassinatos horríveis como o de Pâmela, quando ela era apenas uma criança foi adotada por Werner e sua esposa, essa por sua vez morreu de overdose e na época todos acharam sua morte suspeita, voltaram suas acusações para o marido, entretanto ele não foi culpado pela morte da mulher assim como não é culpado pela de morte de sua filha, Werner terá que investigar ele mesmo os caminhos escuros e sombrios desse crime que mudou sua vida por completo.

Sem dúvida umas da melhores leituras deste ano, o livro foi perfeitamente bem escrito, bem narrado, com riqueza em detalhes, relatando os fatos de uma história real, adorei a oportunidade de conhecer o autor e pretendo em breve ler mais obras dele. Espero que tenham gostado.
Literatura Inglesa| 381 Páginas | Skoob 
| Compare & Compre: •Amazon| Classificação: 5/5
27 jan, 2016

Resenha O Harém De Kadafi Annick Cojean

Existem leituras que nos provocam, nos estimulam a pensar, a raciocinar sobre ações, decisões o que é certo ou errado, o que a sociedade nos impõem, leituras que nos fazem refletir, nos impulsionam, nos motivam, no caso de “O Harém De Kadafi eu senti tudo isso e mais um pouco.Contém Spoiler!

Sinopse: Um relato chocante do reino de terror de Muamar Kadafi e uma análise sensível do destino das mulheres vítimas desse sistema. Soraya tinha apenas quinze anos quando Muamar Kadafi foi visitar a escola onde ela estudava. No momento em que ela lhe estendeu um buquê de flores, ele colocou a mão na cabeça da menina e acariciou seus cabelos. Era o gesto secreto que sinalizava a suas guarda-costas que ele a havia escolhido. Soraya foi raptada e viu sua infância chegar ao fim. Durante sete anos, foi estuprada, espancada, forçada a consumir álcool e cocaína e depois integrada às tropas das “amazonas” de Kadafi. Neste livro, a conceituada jornalista Annick Cojean dá voz a Soraya, desvelando um aspecto pouco conhecido da ditadura de Kadafi – o abuso de drogas que estimulava a megalomania sangrenta do ditador e o cruel abuso sexual de jovens líbias, escolhidas entre aquelas que lhe chamassem atenção. Inúmeras mulheres tiveram o mesmo destino de Soraya, centenas provavelmente. Talvez nunca se saiba ao certo, pois o assunto ainda é tabu na Líbia. Annick Cojean arriscou sua vida ao ir a Trípoli investigar essa história. Ali, encontrou uma sociedade hipócrita e decadente, dilacerada pela prostituição, pela corrupção, pelo terror, por estupros e assassinatos. Em O harém de Kadafi, Annick Cojean possibilita que as vítimas do ditador líbio contem sua história para o mundo, devolvendo um pouco de dignidade a mulheres cuja vida foi destruída por um monstro.

Soraya tinha apenas 15 anos quando recebeu o toque mágico, e isso mudou sua história de vida completamente, assim como a de muitas mulheres, em um dia na sua escola eles receberam a notícia de que o Guia iria visita-los, e a expectativa de receber o presidente Muamar Kadafi causou euforia a todos, inclusive em Soraya, que contou aos pais sua expectativa de receber o papai em sua escola, sua mãe ( que nunca gostou do mesmo e que sempre foi contra ao seu governo) não gostou muito da ideia e não via motivos para tanta alegria assim.

No dia seguinte o evento aconteceu, e um grupo de garotas incluindo Soraya foi selecionado para saldar Kadafi, ela achou aquilo tudo um tanto estranho foram direcionadas a um local para se trocarem e se maquiarem e recebeu a notícia de que ela faria a entrega do buque a ele, mais pensando bem ela imaginou ser importante estar bem apresentável para receber seu guia, Soraya foi entregar o buque a ele, e o mesmo a segurou firme no ombro e acariciou seus cabelos, mais tarde ela descobriu que aquele toque era uma maneira de selecionar suas escolhidas.

No dia seguinte Soraya foi procurada no salão de beleza onde a mãe e ela trabalhava pela guarda pessoal do Guia ( Guarda feminina conhecida em outros locais como Amazonas) elas requisitaram a visita de Soraya ao guia para salda-lo em sua casa em um evento novamente, porém a mãe de Soraya não achou que aquilo fosse uma boa ideia, a guarda pessoal conseguiu convence-la levando a filha, Soraya novamente se encheu de alegria e achando fascinante ser escolhida para saldar Muamar novamente, desde criança eles eram ensinados a adorarem o Guia como um Deus e sua imagem como algo divino a ser respeitado, eles estudavam o livro verde desde que o o Guia ou papai assumiu o poder, a 42 anos, aos poucos a menina foi percebendo que se afastavam muito de sua casa e de sua cidade por fim o medo se instalou e ela viu que tinha algo errado.

A partir desse momento toda a vida que jovem conhecia foi aos poucos se tornando cinzas, ela foi sequestrada, escravizada, humilhada, abusada, torturada entre outras coisas, a convivência com Kadafi era atormentadora e jovem passou de uma jovem ingênua que tinha um futuro brilhante para apenas mais uma vitima de um homem sem escrúpulos, maldoso, vingativo e acima de tudo doente.

Aos poucos Soraya foi conhecendo esse outro mundo conheceu outras garotas e garotos também, o guia não tinha princípios e ela descobriu que ele não passava de uma mentira, que a imagem que ele transmitia de um ser religioso que seguia o corão não passavam de puro teatro na verdade ele era um maniaco por sexo, perverso e manipulador, usufruiria de seu poder para obter o que quisesse para o seu próprio beneficio, a menina descobriu também que Kadafi usava o sangue dela e de outras tantas garotas que ele violentava para rituais de magia negra, por mais de três anos ela viveu no subsolo ( lugar onde o guia mantinha sua escravas sexuais em Bab-Al-Azizia), ela conseguiu ir visitar sua mãe uma ou duas vezes mais matinha o pensamento de que estava corrompida e que sua família a via como uma mundana não como uma vitima, seus irmão se sentiam desonrados porque lá tudo era voltado para sua religião e mulheres não se relacionavam com homens antes de se casarem, ninguém entendia que eram forçadas aquilo, preferiam fechar os olhos a verdade.

Muamar Kadafi massacrou Soraya a diminuiu a nada e comprometeu todo o seu futuro como mulher assim como fez com muitas e muitas outras, aos quais a autora relatou, existiram muitas outras histórias mencionadas pela autora, mais com certa sigilo pois elas ainda sofriam ameaças e poderiam ser pegas.

Soraya teve oportunidades de se livrar daquilo tudo mais não conseguiu era nova demais, não conhecia o mundo e colocou tudo a perder, era ameaçada constantemente e colocara a vida de sua família em risco, sofreu muito e mesmo depois da morte e Muamar Kadafi ainda sofria com o que ele fez a ela, no que sua vida havia se transformado, não teve estudo, não conseguiu se casar, não tinha onde morar e nem mais a família por perto para lhe ajudar, ele a destruiu.
A autora investigou outros pontos do guia como fato de ter as Amazonas como guarda particular, essas que por sua vez foram treinadas na academia militar feminina que Muamar orgulhosamente criou mais com outras intenções obviamente não era de colocar a mulher no topo, nem de mostrar ao mundo que mulheres poderiam servir a exércitos como os homens, não mesmo, era tudo uma fachada para seu puro deleite, Kadafi não se importava com nada disso sua ambição era ter para ele mulheres e mais mulheres, esposas e filhas de lideres e chefes de estado todos sobre opressão de ameças de traição tinham que ceder não poderiam ir contra ele uma verdadeira barbárie.O livro vai muito além de fatos mencionados aqui, recomendo muito a leitura do mesmo para mais detalhes de como foi a vida de Soraya e de muitas mulheres na Líbia e outros lugares onde Kadafi exercia seu poder, cinco estrelas para a autora que teve coragem e audácia de mostrar ao mundo as verdades dessa história.

Título: O Harém De Kadafi|Página: 238|Gênero: Não Ficção|Editora: Verus|
Minha Avaliação 4/5