Um dos livros mais aguardados por mim como leitora foi o da resenha de hoje, tive a honra de conhecer o trabalho maravilhoso de Atwood e sua escrita que veio conquistando tantos corações em 2017, quando iniciei a leitura do “Conto Da Aia” estava em um período muito difícil e não consegui concluir a leitura antes da virada do ano, enfim venho contar para vocês minha experiência lendo esta obra, espero que gostem!

Sinopse: Escrito em 1985, o romance distópico O conto da aia, da canadense Margaret Atwood, tornou-se um dos livros mais comentados em todo o mundo nos últimos meses, voltando a ocupar posição de destaque nas listas do mais vendidos em diversos países. Além de ter inspirado a série homônima (The Handmaid’s Tale, no original) produzida pelo canal de streaming Hulu, o a ficção futurista de Atwood, ambientada num Estado teocrático e totalitário em que as mulheres são vítimas preferenciais de opressão, tornando-se propriedade do governo, e o fundamentalismo se fortalece como força política, ganhou status de oráculo dos EUA da era Trump. Em meio a todo este burburinho, O conto da aia volta às prateleiras com nova capa, assinada pelo artista Laurindo Feliciano.

“O Conto Da Aia” apresenta um ficção escrita de forma conquistadora onde após a guerra é criado uma nova sociedade em um lugar chamado Gilead conhecido como antigo Estados Unidos, nessa nova sociedade são impostas regras e leis de convívio altamente cumpridas pelos moradores do local, esses que por sua vez foram divididos, a mulheres foram classificadas como Esposas, essas são mulheres dos comandantes locais, temos as Marthas que ficaram responsáveis pela limpeza e organização das casas das Esposas, as Econoesposas que são esposas econômicas de homens sem patente que faziam todo o trabalho reservado a elas, conhecemos as Tias, mulheres severas que se responsabilizaram pelo treinamento e controle absoluto das Aias, as Aias eram mulheres que ainda tinham fertilidade e foram destinadas a reprodução local.
“Somos úteros de duas pernas, isso é tudo: receptáculos sagrados, cálices ambulantes”
Offred agora é uma aia destinada a servir em casas de família onde as mulheres não podem mais ter filhos, esse não é seu verdadeiro nome, as aias eram renomeadas, elas não tinham permissão de usar seus nomes verdadeiros, não tinha permissão de se cuidarem como mulheres, usavam um traje específico destinado a sua função e todos sabiam o que elas eram, um regime duro e cruel mais que deveria ser seguido caso ainda quisesse viver, nossa protagonista perdeu tudo que tinha sua família foi separada, tiraram lhe sua filha e afastaram seu único e verdadeiro amor.

“Um rato em um labirinto é livre para ir onde quiser, desde que permaneça nesse labirinto.”
Em Gilead as coisas tinham um jeito próprio de caminhar, as mulheres não tinham mais seus empregos, muito menos seus salários essas coisas foram as primeiras a serem tiradas, depois lhe roubaram a dignidade e liberdade de andar com cabeça erguida, de ter opinião, do livre arbítrio, elas não tinham o poder da escolha, muito menos da decisão, suas vidas foram destruídas e no lugar colocaram uma unica lei, elas agora pertenciam ao governo e seriam usadas da maneira como o Homem achasse necessário.

A leitura é extremamente delicada e te exige atenção extrema aos acontecimentos e passagens narrados pela protagonista, de forma muito detalhista a autora nos introduz no mundo de Offred e nos faz viver intensamente aquele regime, por horas fiquei refletindo sobre todos aspectos sociais que o livro abordou e a forma como tudo se desenrolou.

Toda a opressão vivida pelas mulheres da história de Margaret nos causa revolta e agonia, é angustiante ver as personagens aceitando de forma convicta sua nova condição de vida, imposta por uma sociedade machista e cruel. O livro te absorve aos poucos e quando você percebe acabou,  foi duro aceitar aquele final, não me conformei mais era a ideia da própria escritora então precisei lidar com isso.

Espero que tenham gostado, um grande beijo e até a próxima!

Ficção| 368 Páginas Editora Rocco|Compare & Compre: SubmarinoSaraivaAmazon| Classificação: 5/5| Skoob