O menino que desenhava as sombras, de Oriana Ramunno, é uma leitura que se revela aos poucos, conduzindo o leitor por uma narrativa sensível e envolvente, ambientada em um dos períodos mais sombrios da história: o Holocausto, no cenário devastador de Auschwitz.
A obra combina elementos de ficção histórica e investigação criminal, acompanhando Gioele, um menino judeu que registra o mundo ao seu redor por meio de desenhos.
Sua sensibilidade contrasta com a brutalidade do ambiente em que vive, e é justamente por meio desse olhar singular que a história ganha profundidade. Paralelamente, acompanhamos o detetive Hugo, responsável por investigar a morte de um médico nazista, em uma trama que une mistério e emoção.
Inicialmente, a expectativa era de uma leitura mais densa e emocionalmente pesada, considerando a temática. No entanto, a autora opta por uma abordagem mais voltada à investigação, equilibrando o pano de fundo histórico com uma narrativa ficcional bem estruturada. Inspirada nas vivências de seu avô durante a guerra, Ramunno constrói uma história que, embora toque em temas dolorosos, prioriza o desenvolvimento do enredo investigativo.
O resultado é uma leitura fluida, envolvente e rica em detalhes, que instiga o imaginário do leitor. A obra transita entre romance, mistério, investigação policial e ficção histórica, oferecendo uma experiência completa para quem aprecia essas vertentes.
De modo geral, foi uma leitura que surpreendeu positivamente — mais leve do que o esperado, mas ainda assim significativa e impactante. A escrita de Ramunno é cuidadosa, intuitiva e revela personagens complexos que enriquecem a narrativa.
E você, já conhecia essa obra? ✨
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