Você já leu Adélia Prado - Contos, Poesia

 Você já leu Adélia Prado?

Essa se tornou uma das minhas escritas preferidas quando pensamos em descrições e narrativas tão reais e sensíveis, Adélia escreve sobre temas tão profundos e difíceis ao mesmo tempo e ela consegue de modo muito sutil abordar esses assuntos de forma até humorada, a cada novo livro que leio dela percebo que sua sensibilidade é o que a torna tão especial para o leitor.

Recebi três preciosidades incríveis em forma de leitura da editora @editorarecord, misere em nova edição, Filandras e Solte os cachorros, todos em edições lindas com capas ainda mais lindas. Mas seus textos é o que mudam a experiência do leitor, a autora trouxe leituras marcantes, reflexivas e muito curiosas.


Miserere, nesta reunião de poemas escritos na maturidade, Adélia Prado, nossa mais importante poeta brasileira, volta aos temas tão caros à sua obra para fazer uma reflexão de vida inteira sobre o cotidiano, a intimidade e uma relação com o sagrado que está espalhada desde o ofício de escrever poesia até a mais prosaica receita culinária.



Filandras, em Filandras , Adpelia Prado reune 43 contos curtos que retratam a vida cotidiana simples de mulheres que aprendem a se mover, sonhar, desejar e sofrer no espaço íntimo da casa, entre as obrigações de todos os dias e anseios de uma vida inteira. Ao traçar vários retratos dessas mulheres, os contos se unem num contexto maior e formam um painel delicado e íntimo da existência feminina.


Solte os cachorros, em sua estreia na prosa, Adélia Prado usou a mudança de gênero literário para se apresentar como uma narradora feroz, sem medo de impor-se como uma das prosas mais contundentes para retratar a vida das mulheres de sua geração. Quase 50 anos depois, o texto permanece absolutamente atual.


Poesia, contos e prosa, leituras que trazem o melhor que autora poderia nos oferecer enquanto escritora, é uma poetisa, professora, filósofa, romancista e contista, ligada ao Modernismo. Considerada a maior poetisa viva do Brasil, sua obra retrata o cotidiano com perplexidade e encanto, norteados pela fé cristã e permeados pelo aspecto lúdico, uma das características de seu estilo único.

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